sábado, 1 de julho de 2017

Adele sofre lesão nas cordas vocais, cancela shows e ameaça encerrar a carreira


Uma das maiores vozes da música mundial ameaça encerrar sua trajetória nos palcos devido a uma lesão em suas cordas vocais.

A cantora bretã Adele cancelou dois shows que faria neste fim de semana em Wembley, Londres e divulgou um tocante comunicado nesta sexta-feira, dia 30 de junho, onde revela que precisa se recuperar e resolver problemas pessoais.

Leia abaixo:


Ouça a playlist "As 50 melhores músicas do Pink Floyd"


Ontem publiquei aqui uma lista contendo as 50 melhores músicas que me fazem entender porque o Pink Floyd é esse tão amado gigante do prog-psicodélico.

Atendendo a pedidos e a boa recepção da lista por conta dos fãs seguidores dos canais da Confraria Floydstock, resolvi elabora a playlist das 50 canções que compuseram a lista e você pode ouví-la no link no fim deste post. Posteriormente ela também ficará exposta no campo das playlists na lateral do blog.

Saindo um pouco do óbvio, decidi variar entre versões oficiais de estúdio, ao vivo, ou versões alternativas em algumas faixas.

São mais de seis horas de música, mergulhando em toda profundidade desse colorido mar floydiano em todas as suas fases.

Aprecie sem moderação e ouça no volume máximo.

Obs: Devido a algumas canções serem subdivididas, o número de faixas na playlist passou de cinquenta.

VEJA A LISTA COMPLETA AQUI

OUÇA AQUI

Delain no Brasil


A banda holandesa de symphonic metal aterrisará por aqui em novembro próximo para três apresentações em cidades, datas e locais a definir, pela turnê de divulgação do último álbum, "Moonbathers" que chegou em agosto de 2016.

Já se sabe que no dia 25 de novembro o grupo se apresentará conjuntamente com Tarja e Amaranthe no estádio Luna Park em Buenos Aires, o que sugere a possibilidade da trinca se repetir no Brasil.

Aguardemos...



Álbuns lançados em 1º de julho


Elvis Presley - "Loving You", 1957.
The Crusaders - "Those Southern Knights", 1976.

Green Day - "1,039/Smoothed Out Slappy Hours", 1991

Oasis - "Heathen Chemistry", 2002.

Ouça a nova música do Edguy

"Wrestle the Devil" integra a compilação "Monuments" que chegará no dia 14 de julho próximo.



Tracklist:

Disc 1

1- Ravenblack 5:08
2 - Wrestle The Devil 4:00
3 - Open Sesame 5:00
4 - Landmarks 4:34
5 - The Mountaineer 3:57
6 - 9-2-9 3:47
7 - Defenders Of The Crown 5:42
8 - Save Me 3:46
9 - The Piper Never Dies 10:09
10 - Lavatory Love Machine 4:23
11 - King Of Fools 4:20
12 - Superheroes 3:19
13 - Love Tyger 4:27
14 - Ministry Of Saints 5:03
15 - Tears Of A Mandrake 7:14

Disc 2

1 - Mysteria 5:46
2 - Vain Glory Opera 6:09
3 - Rock Of Cashel 6:18
4 - Judas At The Opera 7:19
5 - Holy Water 4:13
6 - Spooks In The Attic 4:03
7 - Babylon 6:13
8 - The Eternal Wayfarer 8:49
9 - Out Of Control 5:05
10 - Land Of The Miracle 6:33
11 - Key To My Fate 4:33
12 - Space Police 6:03
13 - Reborn in The Waste 4:19

Disc 3

1 - Mysteria 0:11
2 - Under The Moon 6:35
3 - Navigator 5:34
4 - Wake Up The King 6:50
5 - Land Of The Miracle 4:13
6 - Lavatory Love Machine 11:55
7 - Vain Glory Opera 5:47
8 - Fallen Angels 6:23
9 - The Piper Never Dies 5:40
10 - Babylon 16:57
11 - King Of Fools 9:34
12 - Chalice Of Agony 0:43
13 - Tears Of A Mandrake (feat. André Matos) 7:11
14 - Out Of Control 7:33
15 - Love Tyger (Video clip) 8:48
16 - Robin Hood (Video clip) 4:26
17 - Two Out Of Seven (Video clip) 4:53
18 - Ministry Of Saints (Video clip) 4:28
19 - Superheroes (Video clip) 3:54
20 - Lavatory Love Machine (Video clip) 3:20
21 - King Of Fools (Video clip) 4:24
22 - All The Clowns (Video clip) 3:35


Assista ao novo clipe de Neil Young

"Children of Destiny" é uma canção exaltação à nação norte-americana, onde o canadense reside desde a década de 60.



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Paul McCartney e Sony/ATV entram em acordo sobre direitos das músicas dos Beatles


Paul McCartney fez um acordo confidencial para resolver uma ação civil contra a Sony/ATV Music, na qual reclamava os direitos autorais de músicas dos Beatles.

O acordo, que foi revelado na quinta-feira (29/06) em documentos registrados na Corte Distrital de Manhattan, encerra o esforço preventivo do músico de 75 anos para garantir que os direitos autorais, que já pertenceram a Michael Jackson, sejam dele a partir de outubro de 2018.

O juiz distrital Edgardo Ramos assinou uma ordem anulando o caso, mas concordou em reanalisá-lo no caso de uma contestação.

O pedido de anulação foi feito por Michael Jacobs, um advogado de Paul, em nome do cantor e da Sony/ATV.

Não ficou claro como o entendimento afeta as reivindicações de direitos autorais de Paul. Não foi possível contactar os representantes do músico de imediato para obter comentários nesta sexta-feira (30/06).

Paul havia aberto o processo em 18 de janeiro pedindo uma declaração que dissesse que ele pode reivindicar mais de 260 direitos autorais, incluindo de canções creditadas a ele e John Lennon, como "I Want to Hold Your Hand," "Yesterday" e "Hey Jude".

As solicitações em questão também cobriam "Maybe I'm Amazed" e várias outras canções que Paul gravou como artista solo. A demanda cobria até mesmo títulos como "Scrambled Egg", que é parecida com a versão inicial da letra de "Scrambled Eggs", que Paul usou certa vez para a canção que se tornou "Yesterday".

Em 1985 Michael Jackson deu um lance maior do que o ex-Beatle pelos direitos autorais da banda, que mais tarde foram absorvidos pela Sony/ATV, uma joint venture da Sony.

O espólio do astro pop vendeu sua participação no empreendimento para a Sony por US$ 750 milhões no ano passado.

VIA BILLBOARD BRASIL

Suspeita de fraude na venda de ingressos para shows do U2 em São Paulo será investigada


O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça abriu uma investigação contra a Tickets For Fun para aferir os problemas ocorridos na venda online dos ingressos para os shows que o U2 realizará no Brasil em outubro.

Milhares de usuários reclamaram que os ingressos que estavam sendo vendidos não foram disponibilizados para o público. Há suspeita de fraude porque o sistema simplesmente não funcionava, com as pessoas passando horas em uma fila virtual que não levava a lugar nenhum. Além disso, os ingressos destinados às pessoas com deficiência também tiveram a sua venda dificultada pela empresa. Em suma, o que se suspeita é que houve oferta de ingressos sem a efetiva disponibilização para a venda.

A Tickets For Fun tem um prazo de dez dias para responder, após ser notificada.

Quem acompanha os eventos realizados pela TFF sabe que os problemas enfrentados para a compra de ingressos não aconteceram somente neste caso do U2. É notória a dificuldade para adquirir entradas acessando o site da empresa, que sempre apresentou este problema, o que levanta a dúvida de que a possível fraude que pode ter ocorrido na venda dos ingressos para os shows da banda irlandesa não é um caso isolado, mas sim uma prática comum da Tickets For Fun.

A investigação deve responder a essa pergunta - pelo menos, esperamos que sim.

VIA COLLECTORS ROOM

As 50 melhores músicas do Pink Floyd


Abaixo relacionei as cinquenta canções que fazem do Pink Floyd o maior gigante do prog-psicodélico de todos os tempos.

A música do Pink Floyd é para os floydianos algo dinâmico, cada uma delas nos toca com diferentes graus de intensidade, conforme nossas emoções e fases da vida.

Hoje eu sinto assim:

01- Echoes
02- Comfortably Numb
03- Time
04- Astronomy Dominée
05- Us An Them
06- Nobody Home
07- Shine On You Crazy Diamond
08- The Narrow Way
09- Dogs
10- Careful With That Axe Eugene
11- Wot's Uh The Deal
12- Have A Cigar
13- The Nile Song
14- Atom Heart Mother
15- Matilda Mother
16- Sorrow
17- Pigs (Three Different Ones)
18- One of my Turns
19- Stay
20- The Great Gig in The Sky
21- Grantchester Meadows
22- Wish You Were Here
23- Money
24- Sheep
25- Interstellar Overdrive
26- Fat Old Sun
27- Louder Than Words
28- Paintbox
29- Set the Controls For the Heart of The Sun
30- Hey You
31- Not Now John
32- Remember a Day
33- What Do You Want From Me
34- Summer 68
35- Mudmen
36- Another Brick in The Wall (I, II, III)
37- Pigs on the Wings (I, II)
38- Sysyphus
39- Mother
40- Brain Damage
41- The Gnome
42- Point me in The Sky
43- Vegetable Man
44- Ibiza Bar
45- Run Like Hell
46- Two Suns in the Sunset
47- Marooned
48- On the Turning Away
49- One of These Days
50- If

Então, já pensou um mega festival com este setlist?
OUÇA AQUI ESSA PLAYLIST!

e aí, qual a sua lista?

Os 50 melhores álbuns do 1º semestre de 2017 segundo a Classic Rock Magazine


A revista bretã Classic Rock Magazine, referência mundial quando o assunto é rock and roll de qualidade, publicou a sua lista contendo os 50 melhores álbuns do primeiro semestre de 2017, que está findando hoje.

Confira abaixo a lista completa em ordem alfabética:

Aaron Buchanan and The Cult Classics - The Man with the Stars on His Knees
Aaron Keylock - Cut Against the Grain
All Them Witches - Sleeping Through the War
Anathema - The Optimist
Bash & Pop - Anything Could Happen
Benjamin Brooker - Witness
Beth Blade & The Beautiful Disasters - Bad Habit
Big Big Train - Grimspound
Biters - The Future Ain’t What It Used to Be
Black Star Rides - Heavy Fire
Cheap Trick - We’re All Alright
Chuck Berry - Chuck
Deep Purple - InFinite (resenha na CF)
Dragonforce - Reaching Into Affinity
faUSt - Fresh Air
Goldray - Rising
Gov’t Mule - Revolution Come … Revolution Go
Hawkwind - Into the Woods
Hunter & The Bear - Paper Heart
Inglorious - II
Jah Wobble & The Invaders of the Heart - The Usual Suspects
Jim Jones & The Righteous Mind - Super Natural
Low Cut Connie - Dirty Pictures (Part 1)
Mark Lanegan Band - Gargoyle
Mastodon - Emperor of Sand (resenha na CF)
Night Ranger - Don’t Let Up
Paul Weller - A Kind Revolution
Pond - The Weather
Pride of Lions - Fearless
Procol Harum - Novum
Rainbow - Live in Birmingham 2016
Ray Davies - Americana
Roger Waters - Is This the Life We Really Want? (resenha na CF)
Royal Blood - How Did We Get So Dark?
Royal Thunder - Wick
Sepultura - Machine Messiah
Sharks - Killers of the Deep
Sheryl Crow - Be Myself
Steel Panther - Lower the Bear
Steve Hackett - The Night Siren
Styx - The Mission
The Afghan Whigs - In Spades
The Black Angels - Death Song
The Chris Robinson Brotherhood - Betty’s Blend’s Volume 3: Self-Rising Southern Blends
The Flaming Lips - Oczy Mlody
The Magpie Salute - The Magpie Salute
The Picturebooks - Home is a Heartache
The Weeks - Easy
Thunder - Rip It Up
Todd Rundgren - White Knight

Deep Purple: no fundo Ian Gillan e Ritchie Blackmore se amam


Ian Gillan proferiu algumas palavras a respeito de seu antigo colega púrpuro e frequente motivo de rusgas, Ritchie Blackmore.

Dessa vez o tom já foi bem mais ameno, apesar de alguns alfinetes.

"Acho que Ritchie nunca cresceu, realmente. Eu superei tudo aquilo quando tinha 40 anos de idade, e deveria ter superado já aos 20. Nós estamos em paz um com o outro, eu penso - hoje nos falamos, resolvemos muitas das dificuldades entre nós que não tinham nada a ver com a relação em si - conflitos de empresários, coisas entediantes, mas que nos dividiam dentro da banda. E eu acho que ninguém questionou a habilidade musical de Ritchie, ele é um showman fantástico e um grande guitarrista, tivemos sorte dele estar conosco na banda - ter ele e Jon Lord e Ian Paice e Roger Glover em uma banda que é basicamente instrumental... não importa o que eu faça, sempre enxerguei o Deep Purple como basicamente uma banda instrumental. Então desejo toda a sorte do mundo pra Ritchie, sempre desejei".

Sobre a famigerada pergunta a respeito de uma possível reunião:

"Eu tenho uma boa imaginação (risos), mas quando você se divorcia, dificilmente volta atrás. Você sempre respeita e gosta da memória e nostalgia, mas você faria isto novamente? Provavelmente não".
 

Álbuns lançados em 30 de junho


KISS - "Love Gun ", 1977.
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Queen - "The Game", 1980.
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Neil Young & Crazy Horse - "Life", 1987.
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Whitesnake - "Starkers In Tokyo", 1998.
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Yngwie Malmsteen - "Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra", 1998.
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Vida longa ao Iron Maiden!


Se aposentarão após o fim da atual turnê?

Assim proferiu Dave Murray:

Não vamos parar depois dessa turnê. Ela não será a última. Vamos descansar quando ela acabar, e no próximo ano haverá algumas surpresas. Quando você faz algo que ama, tudo segue sendo fantástico mesmo depois de todo esse tempo. Obviamente, ao perceber a reação do público nos nossos shows, isso nos dá um grande impulso. Eles estão cantando as novas e as velhas músicas do mesmo jeito. Se fosse para tudo terminar amanhã, acho que poderia dizer de maneira muito honesta que me sinto muito feliz e sortudo. Fiz de tudo e gostei da maior parte, por causa de todos os lugares que visitamos e que eu nunca iria conhecer se não estivesse em uma banda. Nós temos a sorte suficiente para ver o mundo várias vezes em nossas turnês. Isso, em si, tem sido uma ótima experiência. Ainda há coisas para fazer no futuro, então você continua inventando novidades todos os dias."

Ouça a nova música de Steven Wilson

"Permanating" integra o álbum "To the Bone" que chegará no dia 18 de agosto próximo.

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Tracklist:

1. To The Bone (6.41)
2. Nowhere Now (4.04)
3. Pariah (4.44)
4. The Same Asylum As Before (5.14)
5. Refuge (6.42)
6. Permanating (3.35)
7. Blank Tapes (2.09)
8. People Who Eat Darkness (6.03)
9. Song of I (5.22)
10. Detonation (9.20)
11. Song of Unborn (5.56)


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Box-set reúne todos os singles de The Doors


No dia 15 de setembro chagará às lojas a compilação The Doors: The Singles. Disponibilizado pela Rhino, o título reúne todos os singles lançados pela banda norte-americana.

O material será lançado em três versões: CD duplo, CD duplo com Blu-ray e em um box com 20 compactos em vinil.

A versão em CD duplo vem com os vinte singles lançados no mercado norte-americano e seus respectivos b-sides, além de quatro versões mono editadas enviadas para as rádios. A edição com Blu-ray vem com o mesmo conteúdo mais a compilação The Best of the Doors, lançada pela primeira vez em 1973 e agora editada pela primeira vez no formado HD.

A cereja do bolo é a caixa com os 20 compactos em vinil de 7 polegadas, trazendo as capas originais e com prensagem limitada a 10 mil cópias.

Tracklist:

CD1

1 Break On Through (To The Other Side)
2 End Of The Night
3 Light My Fire
4 The Crystal Ship
5 People Are Strange
6 Unhappy Girl
7 Love Me Two Times
8 Moonlight Drive
9 The Unknown Soldier
10 We Could Be So Good Together
11 Hello, I Love You
12 Love Street
13 Touch Me
14 Wild Child
15 Wishful Sinful
16 Who Scared You
17 Tell All The People
18 Easy Ride
19 Runnin’ Blue
20 Do It
21 You Make Me Real
22 Roadhouse Blues
23 Love Her Madly
24 (You Need Meat) Don’t Go No Further
25 Riders On The Storm
26 The Changeling

CD2

1 Tightrope Ride
2 Variety Is The Spice Of Life
3 Ships W/ Sails
4 In The Eye Of The Sun
5 Get Up And Dance
6 Treetrunk
7 The Mosquito
8 It Slipped My Mind
9 The Piano Bird
10 Good Rockin’
11 Roadhouse Blues (Live)
12 Albinoni: Adagio
13 Gloria (Live)
14 Moonlight Drive (Live)
15 Hello, I Love You (Mono Radio Version)
16 Touch Me (Mono Radio Version)
17 Wishful Sinful (Mono Radio Version)
18 Tell All The People (Mono Radio Version)



Ouça "Chinatown", a nova música de Liam Gallagher


A canção integra o álbum "As You Were" que chegará no dia 6 de outubro próximo.

Eu não queria reinventar nada ou me aventurar em uma odisseia de jazz espacial. “É a vibe de Lennon em ‘Cold Turkey’, os Stones, os clássicos. Mas feito do meu jeito, e agora.”, disse Liam.


OUÇA AQUI

Tracklist:

1. "Wall Of Glass"
2. "Bold"
3. "Greedy Soul"
4. "Paper Crown"
5. "For What It’s Worth"
6. "When I’m In Need"
7. "You Better Run"
8. "I Get By"
9. "Chinatown"
10. "Come Back To Me"
11. "Universal Gleam"
12. "I’ve All I Need"

Pink Floyd: "A Saucerful of Secrets", o álbum que contém a única faixa gravada pelos cinco membros


Lançado em junho de 1968, sequenciando o aclamado "The Piper at Gates of Dawn", o segundo álbum do Pink Floyd foi gravado entre 67 e 68, justamente quando o grupo passava pela fase de transição entre seus guitarristas, Barrett-Gilmour, único período em que os cinco floyds gravaram juntos, mas precisamente na faixa composta por Roger Waters "Set The Controls of the Heart of The Sun. Histórico por ser o epílogo de Syd Barrett nos estúdios da Abbey Road com seus colegas floydianos, sendo a canção "Jugband Blues" a última composição barrettiana a integrar um disco de estúdio do Pink Floyd, que ainda tocou slide guitar em Let "There Be More Light" e guitarras em "Remember A Day" e a supracitada "Set The Controls..."
"A Saucerful of Secrets" é o álbum com maior contribuição vocal de Richard Wright dentre todos os discos do grupo.
Wright empresta a sua voz em ambas as canções de sua autoria, "Remember A Day" e "See Saw", alem de vocalizar nas faixas "Let There Be More Light"  "Corporal Clegg" e nas partes vocalizadas da faixa-título, a qual também fora co-autor.

Tracklist:

"Let There Be More Light"
"Remember A Day"
"Set The Controls For The Heart Of The Sun"
"Corporal Clegg"
"A Saucerful Of Secrets"
"See-Saw"
"Jugband Blues"


OUÇA AQUI

PARA COMPRAR: CD e LP

Like a Hurricane: Neil Young compôs uma das mais belas canções do século XX


Em 2008 ouvindo os canais de áudio da SKY conheci "Like A Hurricane", canção magistral de Neil Young que integra o álbum "American Stars 'n Bars" (1977).

O cativar foi tamanho, que no mesmo dia fui atrás da música na internet e sua informações, passando a ouvi-la repetidas vezes e esta certamente passou a ser uma das melhores canções que já ouvi na minha vida, sendo os solos de Young tão enebriantes e tecnicamente perfeitos, que poderiam se alongar por horas que não enjoaria.

Pois bem. Hoje achei no Whiplash um texto inspiradíssimo e específico sobre essa obra de arte musical publicado originalmente em 2011 no blog rockrevista , escrito por Max P. e que reproduzo integralmente nas linhas abaixo:

Neil Young: "Like a Hurricane", uma canção imortal

Hesitei durante algum tempo em escrever sobre NEIL YOUNG, o pai do grunge e um dos pilares do folk rock. Talvez por admirá-lo demais e temeroso de não conseguir fazer um post à altura do que ele representa para mim e para o rock. Mas, enfim...

YOUNG é um dos caras que embasaram meu gosto musical e provavelmente a melhor herança que meu professor de rock deixou entre tantas outras preciosidades. Nas trocas de idéias sobre música NEIL sempre surgia como o caminho correto, a essência roqueira simples e honesta.
Se NEIL YOUNG ilustra bem as facetas melódicas e pesadas do rock’n roll, sua magnífica “Like a Hurricane” dá contornos definitivos à essência do próprio artista: letra inteligente, dualidade entre a sonoridade suave da música e as distorções carregadas de guitarra, o coração na ponta da palheta.

“Like a Hurricane” é uma canção de quase 35 anos de idade, mas que não desbotou ao longo do tempo. Seus traços são de imortalidade. Em nenhuma audição ela perdeu a carga elétrica fantástica que senti na primeira vez que a ouvi, há mais de 15 anos.

A canção foi composta em julho de 1975, apesar de vir a ser gravada e lançada somente no álbum “American Stars’n Bars”, de 1977. A música é incrível, densa, combinando perfeitamente intensidade e melancolia. Tendo a Crazy Horse como suporte, NEIL YOUNG conseguiu uma excitação roqueira que não tinha com Corsby, Stills e Nash, sua talentosa banda anterior, de traços mais folk.

A letra foi escrita no período em que NEIL convalescia de uma cirurgia nas cordas vocais, e o cenário veio de uma noite de exageros com seu amigo Taylor Phelps nos bares de San Matheo.

A noite que inspirou a música se deu em um intervalo na vida sentimental de YOUNG. Ele havia rompido há pouco com a atriz Carrie Snodgress, e sua essência romântica aflorava. O belo trecho “Eu sou um sonhador, mas você é somente um sonho” deixa isso bem claro.

A canção fala de um fugaz encontro entre NEIL e uma mulher em um bar. O fato efetivamente aconteceu e a garota se chamava Gail.

Os versos trazem YOUNG se aproximando da garota, deixam subentendida uma intensa química entre os dois (olhos dela em fogo, toque nos lábios) mas culminam com um infeliz desfecho: o sentimento de desolação de NEIL por não tê-la levado para casa.

Segundo reza a lenda a garota não saiu da cabeça de NEIL YOUNG por um tempo. A frustração pelo inatingível levou o cara ao teclado, de onde saíram as primeiras notas da canção. Um tempo depois NEIL levou um esboço da música à sua banda, com duas frases escritas em um envelope: “You are like a hurricane, there’s calm in your eye”. A partir disso a banda começou a trabalhar na canção, que ficou pronta em 10 dias.

Em entrevista a um jornal canadense, o guitarrista Poncho Sampedro trouxe mais detalhes interessantes sobre a elaboração de “Like a Hurricane”: “NEIL não estava gostando do jeito que eu tocava a guitarra, do ritmo que eu tinha na elaboração. Tudo mudou quando eu comecei a dedilhar as cordas de forma simples, e YOUNG disse que este poderia ser o jeito certo. E foi a única vez que a tocamos daquela maneira, aquele foi o take.”

Além da simplicidade, outras fontes de inspiração contribuíram para a formação da música. A clássica canção sessentista “Runaway”, de Del Shannon, por exemplo. NEIL YOUNG explicou essa situação no livro “Shakey”: “Quando ‘Runway’ chega à parte ‘I’m walkin’ in the rain...”, estes são acordes semelhantes ao refrão de ‘Like a Hurricane’.

YOUNG também fez menção honrosa ao seu baixista, Billy Talbot: “A canção vem de uma sequência de quatro notas do baixo de Billy. Às vezes ela soa como se estivéssemos tocando realmente rápido, mas não estamos. A música apenas gira em ciclos.”

NEIL YOUNG é um cara modesto mesmo, às vezes em demasia. Obviamente a base do baixo e a origem das notas são essenciais, mas 90% do brilho de “Like a Hurricane” vêm de sua performance na guitarra. Desde o riff inicial os holofotes dirigem-se somente para as notas lamuriosas e poderosas que NEIL extrai.

A música é longa (8min20seg), mas de plena energia e profundidade emocional. Letra e melodia trazem à tona a obscuridade e a ternura do mundo de NEIL. Os caracteres dos fatos de sua vida pessoal estão fortemente presentes, como sempre. Os vários solos são envolventes e mesmo as distorções são melodicamente lindas.

A tradução da canção é mais ou menos a seguinte: “Uma vez pensei ter te visto em um bar lotado e esfumaçado, dançando na luz de estrela a estrela. Bem longe dos raios da luz da lua, sei que é isso que você é. Uma vez vi seus olhos castanhos virarem fogo.// Você é como um furacão, há calma em seu olho. E estou sendo arremessado para longe, para algum lugar mais seguro onde o sentimento permanece. Eu quero te amar mas estou sendo arremessado para longe.// Eu sou só um sonhador, mas você é somente um sonho. Você poderia ter sido qualquer uma pra mim ante daquele momento quando tocou meus lábios, aquele sentimento perfeito. Foi quando o tempo deslizou para longe de nós em nossa jornada nebulosa.”

Assim como outras canções clássicas do rock, “Like a Hurricane” também teve que passar por uma edição para adequar-se ao tempo das emissoras de rádio da época. Uma versão mais curta foi lançada em 08 de agosto de 1977, como um b-side do single "Hold Back the Tears".

“Like a Hurricane” também ganhou uma versão sensacional no “Unplugged” de NEIL YOUNG, em 1991. O cara trocou a guitarra pelo piano, colocou a harmônica em ação e presenteou os fãs com uma belíssima e densa releitura do rascunho da música.

Outra performance que merece absoluto destaque é a gravada no excepcional “Weld”, de 1991, um dos melhores shows ao vivo da história do rock. Ao lado de sua melhor banda, NEIL YOUNG faz sua guitarrachorar durante 15 minutos de uma forma poucas vezes vista.

Abaixo, vídeo de outra versão inesquecível desta canção, gravada ao vivo em Berlin, 1982. Ao lado de Ben Keith (guitarra), Joe Lala (percussão), Nils Lofgren (teclados), Bruce Palmer (baixo) e Ralph Molina (bateria), NEIL YOUNG nos dá uma aula de rock’n roll. De arrepiar...

Abraços a todos.

A ascensão do vinil: Sony volta a fabricar discos no formato após 30 anos


A gravadora Sony Music Entertainment anunciou nesta quinta-feira que voltará a fabricar discos de vinil, devido ao aumento da demanda global pelo formato de música analógico. A empresa interrompeu a fabricação para uso doméstico do vinil em 1989, com a crescente fatia do mercado musical monopolizada pelos CDs, o formato físico digital que a própria Sony ajudou a desenvolver e começou a distribuir em 1982.

Além disso, a empresa instalou um novo estúdio de gravação no centro de Tóquio concebido especialmente para produzir os ‘masters’ dos quais serão feitas as cópias em vinil, com o intuito de aproveitar melhor a qualidade deste formato. As vendas de vinis no Japão chegaram a cerca de 800.000 unidades em 2016, oito vezes mais que em 2010, segundo dados da indústria musical do país.

VIA VEJA

Álbuns lançados em 29 de junho


Pink Floyd - "A Saucerful Of Secrets", 1968.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

Jeff Beck - "Crazy Legs", 1993.

Mötley Crüe - "Supersonic and Demonic Relics", 1999.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

The Cure - "The Cure", 2004.

Rush - "Feedback", 2004.

David Bowie - "iSelect", 2008.

Não perca! dois álbuns da primeira banda de Ronnie James Dio serão relançados no Brasil


Ótima notícia: dois discos do ELF, a banda que revelou Ronnie James Dio ao mundo, serão lançados no Brasil pela Hellion Records.

O segundo e o terceiro álbum da banda norte-americana, respectivamente "Carolina County Ball" (1974) e "Trying to Burn the Sun" (1975), vem com edições nacionais caprichadas, com direito a encartes com textos escritos pelo jornalista inglês Malcom Dome, da Classic Rock Magazine.

Ambos os discos foram produzidos por Roger Glover e lançados pela Purple Records, gravadora do Deep Purple. Quando saiu do Purple em 1974, Ritchie Blackmore chamou todo o ELF, com exceção do guitarrista, e montou o Rainbow. A banda tocou no disco da estreia da nova banda do Homem de Preto, Ritchie Blackmore´s Rainbow, lançado em 1975.

Segundo a Hellion, "Carolina County Ball" chegará às lojas no início de julho, enquanto "Trying to Burn the Sun" chega no comecinho de agosto.

Uma dica: esses são discos históricos e que não devem ganhar novas edições nacionais com preços acessíveis tão cedo, então compre os seus porque não tem como se arrepender.



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Último show do Black Sabbath será exibido nos cinemas


"The End of the End" chegará aos cinemas mundiais mostrando a apresentação derradeira da primeira e mais importante banda de heavy metal do mundo em sua cidade natal, Birmigham, no dia 4 de fevereiro último.

Ainda não se sabe onde serão as exibições aqui no Brasil.

Aguardemos...

Novo clipe do Accept


Anteriormente divulgada em áudio, a faixa-título do álbum "The Rise of Chaos" agora ganhou seu videoclipe.

Hoje cedo publiquei aqui que o grupo alemão fará shows em vários países da América do Sul em novembro.

Jazz e Blues: festival traz shows de Hermeto Pascoal, Zeca Baleiro e Joe Louis Walker


A 3.ª edição do Festival BB Seguridade de Blues e Jazz, que já passou por Curitiba, Belo Horizonte e Brasília, será realizada em São Paulo em 1.º de julho, das 11h às 19h, no Parque Villa-Lobos – Ilha Musical (Av. Professor Fonseca Rodrigues, 2.001, Alto dos Pinheiros).

Entre as principais atrações, estão a cantora e gaitista argentina Xime Monzon, que dividirá o palco com Flávio Guimarães; os músicos brasileiros Zeca Baleiro, fazendo um show inédito de blues, e Hermeto Pascoal; o americano Joe Louis Walker; e outros. As atividades infantis começam às 14h e vão até 18h. O evento é gratuito.

Assista a participação de Hermeto Pascoal no 3º Festival BB Seguridade de Blues e Jazz, realizado em Brasília, na semana passada:


VIA EXAME

Álbuns lançados em 28 de junho


Paul McCartney - "Band on the Run", 1974.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

Elton John - "Caribou", 1974.

Jon Lord - "Before I Forget", 1982.

AC/DC - "Fly on the Wall", 1985.

Accept na América do Sul


O grupo germânico Accept, para mim um dos melhores do heavy metal tradicional em atividade, confirmou uma série de shows pela América do Sul em novembro próximo.

Aguardamos ansiosamente a confirmação de datas para o Brasil.

17/11 - Buenos Aires, Argentina
19/11 - Montevideo, Uruguai
21/11 - Santiago, Chile
23/11 - Assunção, Paraguai
25/11 - Bogotá, Colômbia

Ingressos pelo site BANDSINTOWN

No dia 4 de agosto próximo a banda lançará seu próximo álbum "The Rise of Chaos". A faixa-título já foi divulgada e ganhou CLIPE. SAIBA MAIS AQUI


terça-feira, 27 de junho de 2017

Iron Maiden: saxofonista americano leva fãs ao delírio tocando The Trooper


Na sexta-feira última, dia 23, antes da apresentação do Iron Maiden no American Airlines Center, Dallas, um saxofonista local roubou a cena ao executar no lado de fora o clássico "The Trooper" no seu instrumento.

Reparem na euforia que tomou conta dos circustantes. apaoteótico.

Vem aí série em quadrinhos do Iron Maiden protagonizada por Eddie


Iron Maiden: Legacy of the Beast”, série de quadrinhos do Iron Maiden, terá Eddie viajando pelo tempo e espaço em reinos baseados nas capas dos álbuns da banda.

A Heavy Metal anunciou uma série de quadrinhos do Iron Maiden, uma das bandas mais consagradas do metal, tendo a mascote Eddie como personagem central.
Com enredo baseado no “Iron Maiden: Legacy of the Beast”, game para dispositivos móveis, Eddie percorrerá o espaço e o tempo para lutar contra as legiões da besta à procura dos fragmentos perdidos de sua alma imortal, que foi quebrada e espalhada pelo cosmos. Com isso, buscará restaurar a ordem para os reinos.
Como fã do Iron Maiden durante toda a minha vida, é um privilégio publicar a primeira história em quadrinhos com o foco na narrativa da mascote icônica, Eddie”, comentou Jeff Krelitz, da Heavy Metal, sobre o projeto. “Quando discutimos o potencial deste projeto, ficou imediatamente claro que não havia melhor lar para Iron Maiden do que a Heavy Metal. A história da Heavy Metal, em quase meio século de trabalhar ou lançar carreiras dos maiores artistas realizados, continua com a incrível equipe que o Iron Maiden contou nesta série.”
Iron Maiden: Legacy Of The Beast”, escrito por Llexi Leon e Ian Edginton com arte de Kevin J. West, está programado para estrear em Heavy Metal #287, do mês de julho.



Responda: por que você ouve rock?


Leia abaixo o texto que nos leva a um debate deveras pertinene, escrito por Gustavo Brigatti, publicado no Jornal Zero Hora e republicado na Collectors Room.

Por que você ouve rock?

Calma. Não é provocação barata. A pergunta é séria: por que você ainda ouve rock? Estou falando de rock mainstream, de banda grande, do tipo quem ainda vende disco e roda o mundo em turnês milionárias. Pergunto isso à luz do lançamento dos singles do Queens of the Stone Age e o Foo Fighters, dois dos grupos mais representativos do segmento. Representativos e... repetitivos.

Falo do QOTSA porque foi dos últimos a injetar algo de realmente novo no rock depois da ressaca do grunge. E o Foo Fighters porque é das pouquíssimas bandas de rock com menos de trinta anos a arrastar multidões (Coldplay não conta e você sabe muito bem a razão). Mas eu ouço "The Way You Used to Do", do primeiro, e "Run", do segundo, e penso "meu deus, que preguiça". Eu entendo a banda se acomodar e ligar o piloto automático. Mas e o ouvinte? O que faz alguém continuar a ouvir sempre a mesma música – mesmo que ela seja da sua banda favorita?

Michael Hann, escritor e ex-editor de música do Guardian, tem uma teoria interessante. No artigo "Why rock fans are loyal to the brand – not the band", ele aponta que fãs de rock não estão nem aí para quem está na formação do seu grupo de estimação, desde que ele continue na estrada. Ele cita Guns N' Roses, Whitesnake, AC/DC e outras como exemplo de bandas cujos admiradores são fieis mais ao logotipo do que à música propriamente produzida. Gene Simmons, gênio do marketing por trás do Kiss, já afirmou que não veria problema se a banda fosse conduzida, no futuro, por outras pessoas que não ele e o outro fundador do grupo, Paul Stanley.

O argumento de Hann reforça minha sensação ao ouvir os novos singles do QOTSA e do FF. Eles estão fazendo a mesma música de sempre porque, ao que parece, seu público cativo está bem pouco preocupado com o que eles estão fazendo – desde que continuem. "Só não parem, por favor", dizem os fãs ao botar para rodar as velhas novidades, "ainda estamos com vocês". Que fica claro que todo mundo ouve o que quiser e está tudo certo, mas questiono se estão escutando ou só ouvindo o que está sendo produzido.

Novamente: essa coluna não é uma provocação barata. De um ouvinte de rock para outros ouvintes de rock: por que você ainda ouve rock?

(e abaixo o comentário de Marcel Bittencourt, baixista da banda gaúcha Rebel Machine e uma das mentes pensantes mais inteligentes da atual cena rock brasileira:)

Primeiramente, Gustavo Brigatti, parabéns pelo texto. Relevante e certeiro, além de muito importante nesse momento.

Respondendo à pergunta: o texto fala de rock mainstream. Assim sendo, a resposta é a clássica retórica de Rodrigo Amarante no clássico vídeo onde confronta um jornalista de competência duvidosa: não, porque nem sempre.

O rock se descolou do mainstream. Parte por culpa da indústria, que só injeta investimento em bandas com mais de vinte anos de cancha (salvo raras exceções como o Royal Blood) e parte por culpa do próprio rock, que parou de dialogar com as novas gerações. Então, quem quer boas bandas de rock, não pode depender do filtro do mainstream. Precisa peneirar.

Os artistas pop de hoje são mais rasos do que um pires. Muitos tem alguns produtores e alguns songwriters em um mesmo single. A música pop é a arte da indústria. Já o rock, é e se torna cada vez mais, a arte de se expressar fazendo barulho com guitarra, baixo e bateria, já que foi a única coisa que restou. E, parafraseando Dee Snider, isso torna as bandas de hoje ainda mais genuínas.

O rock não morreu, está longe disso, ele só não tá mais na vitrine, porque pessoas preferiram fazer dinheiro de forma mais fácil. Talvez quando os grandes geradores de receita do segmento (os dinossauros, tudo velho, dos quais FF e QOTSA são os mais jovens) morrerem ou pendurarem as chuteiras, o rock volte a receber investimento e visibilidade.

Em resumo: muito pouca coisa interessante existe no rock mainstream, poucas são as razões para ouvi-lo (ainda mais comparando os singles citados com obras primas como Songs for the Deaf e Wasting Light), mas com um pouco de boa vontade se encontra coisas muito preciosas.

Acho que esse é o futuro: os gigantes saem de cena para que se mantenha o fluxo de receita através de novos artistas.

E, enquanto pessoas quiserem berrar com guitarras distorcidas, muita gente estará lá para ouvir.

Rememorando: os 50 anos de "Freak Out!" - a estreia de Frank Zappa e Mothers of Invention


Há 51 anos o maestro Frank Zappa e sua categórica banda Mothers of Invention lançavam seu álbum de estreia, o impressionante "Freak Out!".

Hoje no espaço Rememorando, leia o texto escrito pelo confrade Marcos Filho à ocasião do quinquagenário álbum.
 
Os 50 anos de "Freak Out"!

E lá se vão 50 anos de “Freak Out!”, a absurda estreia dos Mothers of Invention, lançado em 27 de junho de 1966, conhecido como um dos primeiros álbuns conceituais: uma farsa sarcástica sobre o Rock e a América. "Todas as canções eram sobre algo", escreveu Zappa no “The Real Frank Zappa Book”; "Não era como se tivéssemos um único hit e fosse preciso construir um enchimento em torno dele. Cada música tinha uma função dentro de um conceito satírico em geral”.
O conteúdo musical do disco varia de R&B, doo-wop e blues rock a arranjos orquestrais e colagens sonoras da vanguarda. Em um artigo escrito para a revista Hit Parader magazine em 1968, Zappa escreveu que, quando o produtor Tom Wilson ouviu essas músicas, "Ele ficou tão impressionado que pegou o telefone e ligou para Nova York, e como resultado, eu consegui um orçamento mais ou menos ilimitado para fazer essa monstruosidade". Zappa fez Wilson gastar cerca de US$ 35 mil para a produção, quantia considerável para a época, o que quase lhe custou seu emprego na MGM.
Tanto a gravadora quanto o público médio não estavam preparados para “aquilo” – como diria o próprio Zappa anos depois; prova disso é que o selo tentou emplacar um compacto com as canções "Help I'm A Rock" e "I Ain't Got No Heart", sem o menor sucesso e, óbvio, sem a menor noção do impacto inicial que teriam essas canções.
O disco abre com "Hungry Freaks, Daddy?" e a segunda faixa é exatamente "I Ain't Got No Heart" quando Ray imita à perfeição os estilo vocal de Jack Bruce, do Cream. Em "Go Cry on Somebody Else's Shoulder", o grupo começa no melhor estilo Them até cair no mais puro doo-wop debochado, mostrando o lado cômico dos Mothers, que ainda evoluiria muito nos anos seguintes.
Mas as pérolas estão em composições do tipo "Who Are the Brain Police?", "Motherly Love", fechando com a longa e editada "The Return of the Son of Monster Magnet" e "It Can't Happen Here", ambas com participação de Suzy Creamcheese, outro momento hilário, principalmente nos shows.
Um disco evidentemente avançado para a época e que alcançou apenas a 130ª posição nas paradas americanas. Freak Out!, porém, foi muitíssimo bem recebido na Europa, especialmente na Inglaterra, e após alguns shows tendo o Jefferson Airplane abrindo suas apresentações em San Francisco, o grupo saiu tocando pelo mundo. Paul McCartney declarou tempos depois que Sgt. Peppers era o Freak Out! dos Beatles, deixando evidente a influência que teve a proposta revolucionária contida no álbum de Zappa no clássico máximo beatle.
Seria o começo de infinitas e infindáveis confusões e momentos brilhantes nos palcos do mundo. SALVE Freak Out!, que, embora seja tudo isso que ora dissemos (e muito mais), é apenas a ponta do iceberg da monstruosa obra que Mr. Zappa produziria dali pra frente...

OUÇA AQUI
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3
O disco trazia as seguintes faixas:

Lado 1

1. "Hungry Freaks, Daddy" – 3:32
2. "I Ain't Got No Heart" – 2:34
3. "Who Are the Brain Police?" – 3:25
4. "Go Cry on Somebody Else's Shoulder" – 3:43
5. "Motherly Love" – 2:50
6. "How Could I Be Such a Fool?" – 2:16

Lado 2

1. "Wowie Zowie" – 2:55
2. "You Didn't Try to Call Me" – 3:21
3. "Any Way the Wind Blows" – 2:55
4. "I'm Not Satisfied" – 2:41
5. "You're Probably Wondering Why I'm Here" – 3:41

Lado 3

1. "Trouble Every Day" – 5:53
2. "Help, I'm a Rock" – 8:37
1. Okay To Tap Dance
2. In Memoriam, Edgar Varèse
3. It Can't Happen Here

Lado 4

1. "The Return of the Son of Monster Magnet" (Unfinished Ballet in Two Tableaux) – 12:22
1. Ritual Dance of the Child-Killer
2. Nullis Pretii (No commercial potential)

Obs final: Durante muitos anos foi considerado o primeiro álbum duplo da história do rock, o que não é verdade, já que Bob Dylan lançou Blonde on Blonde um pouco antes, em 16 de maio.

Álbuns lançados em 27 de junho


The Mothers of Invention - "Freak Out!", 1966.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

The Grateful Dead - "From the Mars Hotel", 1974.

Motörhead - "No Sleep 'til Hammersmith", 1981.

Neil Young - "Mirror Ball", 1995.

Bon Jovi - "These Days", 1995.

Bob Dylan - "Blues", 2006.

Emocionados com a plateia, Iron Maiden pára show na Suécia


A banda bretã iniciava a canção "Blood Brothers" na apresentação em Gotemburgo no dia 17 de junho último, quando o frontman Bruce Dickinson e seus companheiros foram completamente tomados pela emoção diante de tamanha euforia e êxtase do público local, que enlouqueceu com a música anterior, "The Number of the Beast".

ASSISTA AQUI

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Álbuns lançados em 26 de junho


The Rolling Stones - "Flowers", 1967.
COMPRE AQUI em CD, LP ou MP3

Bad Company - "Bad Company", 1974.

Bob Dylan - "The Basement Tapes", 1975.

The Grateful Dead - "Steal Your Face", 1976.

Líder do Nightwish lançará álbum de projeto com a esposa


Tuomas Holopainen, tecladista, compositor e líder do Nightwish, lançará juntamente com sua esposa desde 2015, a cantora Johanna Kurkela, também finlandesa e o multi-instrumentista bretão Troy Donocley (que também integra o Nightwish), o primeiro álbum do projeto Auri, que sairá pela Nuclear Blast no ano que vem.

A sonoridade do projeto não pode ser descrita em palavras segundo os próprios integrantes dizem, sendo uma espécie de som mágico que se ouve "enquanto cai no buraco de Alice".

Vários instrumentistas deverão ser convidados a participar do álbum.


domingo, 25 de junho de 2017

Tarja lança novo EP e videoclipe


"An Empty Dream" integra o EP homônimo, que chegou na sexta-feira última, dia 23.

OUÇA AQUI



Tracklist:

1. An Empty Dream
2. An Empty Dream (Movie Version)
3. Undertaker
4. House Of Wax (Live At Genelec Artist Room)
5. The Living End (Live At Genelec Artist Room)
6. An Empty Dream (Video)

Rush: capivaras são batizadas com os nomes dos integrantes


Alex, Geddy e Neil, todas nascidas em fevereiro último no zoológico de Toronto, foram batizadas conforme a escolha popular.

Trinta mil entre quarenta e cinco mil pessoas votaram a favor dos roedores gigantes receberem seus nomens em homenagem ao power trio natural da cidade.


Spotify adere ao jabá e cria restrições aos usuários gratuitos


Em abril último publiquei aqui que o Spotify estava acordando com gravadoras para liberar os álbuns lançados na plataforma apenas duas semanas após o seu lançamento mundial, para os usuários free, que utilizam tal serviço de streaming gratuitamente.

Entretanto, os "'singles' estarão disponíveis no Spotify para todos" os usuários, explicou seu diretor-executivo, Daniel Ek, em comunicado.

Lucian Grainge, presidente do grupo que contém a gravadora Universal, ressaltou a necessidade da indústria musical de fazer do Spotify uma empresa rentável.

Agora o Spotify deve adotar o famigerado "jabá", mecanismo muitíssimo usado nas rádios, onde as gravadoras pagam um valor e tal música toca sem parar e em maior quantidade que as outras, mesmo o usuário não querendo ouvir tal canção.

Estava bom demais para ser verdade. Vale lembrar que os usários premium, que assinam o serviço continuarão livres desses infortúnios. 

Para suavizar, uma boa notícia: começará ser possível a criação de playlists colaborativas usando-se o facebook messenger, bastando o uso do Group Playlist for Messenger durante as conversações.

Álbuns lançados em 25 de junho


Frank Zappa - "One Size Fits All", 1975.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

Alice Cooper - "Alice Cooper Goes to Hell", 1976.

Prince - "Purple Rain" , 1984.

Ozzy Osbourne - "Live At Budokan", 2002.