sábado, 17 de junho de 2017

Paul McCartney é novamente condecorado pela rainha Elizabeth II


Vinte anos depois de se tornar cavaleiro do Império Britânico pela rainha Elizabeth II, sir Paul McCartney foi promovido para Companion of Honor por seus serviços em prol da música. J. K. Rowling, pelos serviços prestados à literatura e filantropia, também recebeu a honraria no aniversário da rainha Elizabeth.

O ex-Beatle e a criadora de Harry Potter se juntam a um exército de heróis e notáveis reconhecidos por suas contribuições ao Reino Unido.

“Estou muito feliz por essa enorme honra. O fato de essa notícia ter chegado no fim de semana do meu aniversário e do Dia dos Pais torna isso colossal”, disse McCartney."

VIA O ESTADÃO

Álbuns lançados em 17 de junho


Elvis Presley - "From Elvis in Memphis", 1969.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

KISS - "Love Gun", 1977.

Crosby, Stills & Nash - "CSN", 1977.

Van Halen - "For Unlawful Carnal Knowledge", 1991.

Megadeth - "Cryptic Writings", 1997.

Steve Winwood - "About Time", 2003.

Campo Grande Rock City?


Hoje já podemos nos dar ao luxo de ouvir falar sobre a diversidade de opções que a nossa provinciana capital oferece.
Mas isso às vezes não nos soa como o candidato 'x', que durante a propaganda eleitoral afirma que o seu partido apoia a diversidade, excluindo da competição a ideologia dos outros partidos e fazendo-nos admitir que 'diversidade' é um conceito falacioso, com cada indivíduo defendendo ferrenhamente a sua e em choque com as demais?
Mas qual o objetivo aqui, afinal? Com tantas opções na cidade, não seria mais simples se ouvíssemos música e curtíssemos, cada um na sua e em paz? Talvez, se o inconformismo não fosse a maior característica do rock. Só que eu não consigo me satisfazer....
E a julgar pela cena roqueira campo-grandense isso está muito longe de acontecer. Alguns estão curtindo mais que outros, e aqueles não estão interessados nesta discussão em particular.
Ampliando o raciocínio (e o inconformismo), seria correto afirmar que o rock finalmente conquistou seu merecido espaço enquanto manifestação cultural?
Afinal de contas o público cresceu e diversificou (de novo aquela palavrinha danada), e os pequerruchos são contagiados pelas batidas do ritmo na trilha sonora de suas animações favoritas.
Bem, sim e não! Ou, pelo bem da discussão, que infelizmente não se presta a simplificações (muito ao contrário), devemos fazer alguns ajustes na afirmação acima e trocar 'o rock finalmente conquistou seu merecido espaço' por 'o rock CLÁSSICO foi ASSIMILADO'.
É, a solução é complicar ainda um pouco mais, para aqueles que acreditam que o rock é a feliz confluência de uns poucos fatores, como se num belo dia de sol um afortunado jornalista da Rolling Stone, ao caminhar sob a sacada do apartamento de Chuck Berry, e ouvindo-o dedilhar os acordes de Johnny B. Goode num momento de lazer, tivera a presença de espírito e o tempo suficientes para contatar seu colega, produtor da MTV, que registrou o momento para a posteridade.Não, tais fatores pertencem a fases distantes de um gênero musical que lutou muito e ainda luta bravamente pela sobrevivência, contra outros fatores, previsíveis ou inéditos.


A 'novidade' nasceu em solo norte-americano nos anos '50, e foi batizada de rock'n'roll. Seu primeiro declínio não foi motivado pela conversão religiosa de Little Richard ou pelo acidente aéreo de Buddy Holly.
A atitude do Coronel Tom Parker, mentor de Elvis, representava a (des)crença geral sobre o futuro do gênero musical, que o Rei abandonou em busca de uma carreira cinematográfica.
O rock dava seus últimos sinais.
Felizmente, as rádios-pirata puderam captá-los através do oceano. Os anos '60 trouxeram a Invasão Britânica e a renovação do estilo, com The Animals, Herman's Hermits, The Rolling Stones e a maior de todas as bandas: The Beatles!
A longevidade se estabeleceria posteriormente. Do meio para o fim daquela década, o rock atingiria sua fase clássica.
O blues sempre foi, inegavelmente, a raiz predominante. Quando começa a levar-se a sério, o rock passa a situá-lo no centro. Muddy Waters é levado aos grandes palcos pelas mãos dos Rolling Stones. Os três maiores guitarristas da história do rock, Jimi Hendrix, Eric Clapton e Jimmy Page, são baseados no blues. Muitos de seus maiores sucessos são releituras de clássicos do estilo.
O rock reconhece a si como manifestação artística. Eis a questão!
Assim que a arte passa a se enxergar como tal, ela constrói seus cânones. Logo em seguida passa a desconstrui-los. É um movimento necessário contra a estagnação.
Ao atingir a excelência, o rock começava a caminhar em direção a um maneirismo, excessivamente virtuoso e artificial.
A revolução seguinte traria ecos do rock de garagem sessentista, baseado na surf music. O rock calçava pesados coturnos que o trariam de volta à essência.


Opa, acho que fui longe demais....Mas como assim, longe demais? O punk-rock explodiu em 1976!
Pois é, é que um fenômeno mundial ameaça a sobrevivência do rock. E agora que descobrimos que nem só de uma vertente vive o homem, podemos chamar o demônio pelo nome: O ROCK CLÁSSICO tornou-se hegemônico, ameaçando a sobrevivência de todo o estilo.
Não à toa as bandas que mais se beneficiam dessa hegemonia encontram-se cativas da própria receita de sucesso que criaram. Qualquer inovação fora desses moldes estabelecidos lá nos idos de 1970 pode representar o mais absoluto ostracismo.
Pra ser ainda mais específico, estamos falando de bandas do coração, como Black Sabbath, AC/DC, Iron Maiden, e outras.
Isso tudo pode soar exagerado, afinal de contas os caras estão velhos e ricos, e já receberam o devido reconhecimento. Inclusive, na maioria das vezes eles não têm mais a energia e, mais importante, a NECESSIDADE de se fazer ouvir com tanta urgência.
O grande problema é que o padrão clássico também se impõe aos iniciantes, impedindo-os de fornecer a esse jovem senhor, que já começa a ostentar uma respeitável pança, as ferramentas de adaptação tão necessárias à sua sobrevivência.
E sendo Campo Grande uma capital roqueira de respeito, é forçoso alertar que não, não estamos imunes a esse mal e suas consequências devastadoras!
Todo o cenário aqui se repete microcosmicamente às nossas vistas e o que é pior, em estado de total cumplicidade.
Ou não nos acotovelamos semanalmente para ouvir a apresentação daquela banda de rock clássico ou blues enquanto um estupor mortal nos acomete quando alguém de nosso convívio íntimo nos trai a confiança ousando sugerir 'ver qual é a daquela bandinha' de indie, britpop ou algo inspirado nas infinitas vertentes do rock, como o folk e o psicodélico, ainda que a banda clássica cobre seus quinze ou vinte reais por apresentação e a 'bandinha' saia por cincão ou até de graça?


Recebi a encomenda de trazer à discussão estas pequenas questões, com o propósito exclusivo, é claro, de fomentar mais discussão.
Por esse motivo não dei nome aos bois da tal estirpe clássica, mas gostaria de mencionar alguns dos 'azarões' que se fizeram destacar em minha mente e coração por sua extrema qualidade nas poucas ou única vez em que os pude assistir, geralmente fora do circuito das grandes casas de shows da nossa capital.
No topo dessa lista encontra-se atualmente o Arizona Nunca Mais, power-trio de indie-rock com repertório cem por cento autoral e impecável nos quesitos performance, peso e qualidade musical.
A Franz, cujos integrantes de pouca idade denotam uma cultura musical sem fim, e a riqueza das tessituras vocais remete à excelência sonora de um Simon & Garfunkel.

Vou mencionar aqui também o Lynks, muito embora eles já tenham conquistado algum espaço na cidade, o que não faz deles a exceção à regra já que esse espaço foi conquistado a muito duras penas.

Existem muitas mais, acreditem. Tenho orgulho de dizer que em Campo Grande, se você chutar uma moita, saem dez bandas talentosas esbanjando material autoral de qualidade, o que só acrescenta à urgência do debate.

Por Renato Azambuja, o nosso Dali (Salvador).

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Assista ao clipe da nova música do Cellar Darling, banda composta pelos ex-membros do Eluveitie

"Avalanche" integra o álbum "This is the Sound", que marca a estreia do Cellar Darling, banda formada pela vocalista Anna Murphy, pelo baterista Merlin Sutter e pelo guitarrista-baixista Ivo Henzi.

O trabalho chegará no dia 30 de junho próximo.

COMPRE AQUI em CD, LP e MP3


Tracklist:

01. Avalanche
02. Black Moon
03. Challenge
04. Hullaballoo
05. Six Days
06. The Hermit
07. Water
08. Fire, Wind & Earth
09. Rebels
10. Under The Oak Tree…
11. …High Above These Crowns
12. Starcrusher
13. Hedonia
14. Redemption

Bonus tracks, disponíveis somente no digibook:

15. The Cold Song
16. Mad World
17. The Prophet's Song


Ouça mais uma música nova do Mr. Big

“Mean to Me” integra o novo álbum "Defying Gravity" que chegará no dia 7 de julho próximo.


Tracklist:

01. Open Your Eyes
02. Defying Gravity
03. Everybody Needs A Little Trouble
04. Damn I'm In Love Again
05. Mean To Me
06. Nothing Bad (About Feeling Good)
07. Forever And Back
08. She's All Coming Back To Me Now
09. 1992
10. Nothing At All
11. Be Kind


U2 e Noel Gallagher no Brasil: show extra é confirmado


Conforme publicamos previamente AQUI, O U2 virá ao Brasil na perna sul-americana da Joshua Tree Tour, com show já sabido para São Paulo no dia 19 de outubro próximo no estádio do Morumbi.

A abertura ficará a cargo de Noel Gallagher, ex-Oasis.

Hoje fora anunciada oficialmente uma data extra para o dia 21 de outubro.

Os ingressos começarão a ser vendidos a partir das 10:00h deste sábado, 17/06, para inscritos no site do U2.com como pré-venda.

No dia 22 de junho à meia-noite começará a venda para o público geral. 

Álbuns lançados em 16 de junho


Captain Beefheart & His Magical Band - "Trout Mask Replica", 1969.
COMPRE AQUI em CD ou LP

Three Dog Night - "Golden Bisquits", 1971.

Elvis Presley - "Love Letters from Elvis", 1971.

Ringo Star - "Old Wave", 1983.

The Smiths - "The Queen Is Dead", 1986.

George Harrison - "Let It Roll: Songs by George Harrison", 2009.

Viúva de Dio indignada por Gene Simmons requerer os direitos da Mão Chifrada


A viúva de Ronnie James Dio, Wendy, que também era sua empresária, se pronunciou sobre o recente requerimento de Gene Simmons, baixista e vocalista do KISS, no qual solicitou para si os direitos por ter lançado a Mão Chifrada, principal símbolo do rock e heavy metal.

"Tentar fazer dinheiro de algo como isso é nojento. Esse gesto pertence a todos - não pertence a uma pessoa. É de domínio público. Não pode ser registrado. É patético, eu acho, sinceramente. Eu penso que ele está fazendo papel de idiota."

Até o momento de sua morte, Ronnie James Dio sustentou seus dedos para cima.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Vídeo mostra velhinho alucinado no carro ao som do Metallica


Que mané cantiga romântica no rádio do carro o que!

Rola Metallica nessa porra!!!

                                                          "For Whom The Bell Tolls"

Nova música, capa e tracklist do novo álbum do Queens of the Stone Age


"The Way You Used to Do" integra o álbum "Villains", que chegará no dia 25 de agosto próximo.



Tracklist:

- Feet Don’t Fail Me
- The Way You Used to Do
- Domesticated Animals
- Fortress
- Head Like a Haunted House
- Un-Reborn Again
- Hideaway
- The Evil Has Landed
- Villains of Circumstance

Yoko Ono é oficialmente co-autora de Imagine


Após 46 do lançamento de “Imagine”, de John Lennon, a esposa e colaboradora dele, Yoko Ono, foi oficialmente creditada como cocompositora da música.

Segundo a informação publicada pela Variety, a National Music Publishers Association fez um anúncio durante uma festa de gala em homenagem a Yoko em Nova York, Estados Unidos, na última quarta, 14. Além do crédito pela composição da música, Yoko recebeu o prêmio Centennial Song, oferecido pela organização.

David Israelite, o CEO da NMPA, afirmou que a decisão da organização reflete os desejos que o próprio John Lennon tinha. Israelite mencionou uma entrevista de Lennon em 1980 em que ele creditava Yoko como influência e inspiração para canção.

A decisão da NMPA também representa grandes mudanças para os direitos em cima de “Imagine”. De acordo com a Variety, uma música se torna domínio público depois de 70 anos da morte do último criador dela. A adição de Yoko significa que a os direitos autorais foram estendidos por, no mínimo, 37 anos, considerando que Lennon morreu em 1980. Pode levar mais um século antes que “Imagine” seja domínio público.

Roger Waters: vídeos mostram detalhes de "Is This The Life We Really Want" em CD e LP

Assista nos vídeos abaixo o lançamento do eterno líder floydiano sendo mostrado por dentro e por fora.

LEIA nossa resenha AQUI

Álbuns lançados em 15 de junho


Bob Dylan - "Street-Legal", 1978.
COMPRE AQUI em CD, LP ou K7

Dire Strais - "Communiqué", 1979.

Nirvana - "Bleach", 1989.

Neil Young - "Unplugged", 1993.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

KISS: eterno caça-niqueis Gene Simmons quer patentear a Mão Chifrada


A dupla de chefões do KISS, Paul Stanley e Gene Simmons não pára de correr atras do tilintar das moedas de todas as formas.

As últimas tinham sido lançar cordas de guitarra para praticar Air Guitar, vindas numa embalagem vazia e a "Destroyer Cola". a Coca-cola da banda.

Agora o linguarudo caça-níquel a qualquer custo Gene Simmons entrou com pedido de apropriação da patente dentro da categoria "entretenimento, a saber, show ao vivo por artistas, apresentações individuais de artistas da música", pelo gesto da "Mão Chifrada", o símbolo mais famoso no meio do heavy metal e do rock em geral.

Segundo Simmons, ele gesticulou os chifres na mão pela primeira vez no dia 14 de novembro de 1974, durante os shows da turnê do álbum "Hotten Than Hell".

Empiricamente o gesto é universalmente atribuído ao querido nanico gigante, Ronnie James Dio, desde os tempos de Rainbow, mas tomando maior proporção na sua fase no Black Sabbath, a partir de 1978.

Lars Ülrich e James Hetfield, ambos do Metallica parecem não terem dúvidas quanto a isso:

"Tem que ser o Ronnie James Dio. Eu lembro que o Rainbow costumava tocar na Dinamarca e eu costumava vê-lo fazendo-o muitas vezes lá pelos idos de '75, '76, '77, e tinha tudo a ver com Rainbow, Black Sabbath e Thin Lizzy.", disse Lars.

"Eu acho que foi o Dio... Eu acho que originalmente foi o Homem-aranha. Também significa 'Eu te amo' na linguagem dos sinais. Sei lá, 'mais duas músicas!', coisas do tipo", disse Hetfield.

Ah, deixem os "chifres" do Nanico em paz!

Toto comemora seus 40 anos com nova turnê e vindouro álbum


O lendário Toto, um dos maiores nomes do AOR, anunciou uma turnê especial comemorando os seus quarenta anos. A banda norte-americana, que tem em seu catálogo clássicos como “Africa”, “Hold the Line” e “Rosanna”, lançou dezessete discos e vendeu mais de 40 milhões de cópias em sua trajetória, iniciada em 1977.

A tour tem o nome de 40 Trips Around the Sun terá início em fevereiro de 2018 e já tem 23 datas confirmadas na Europa, incluindo um show no Royal Albert Hall, em Londres, no dia 1 de abril do próximo ano.

Além disso, o Toto confirmou também que lançará um novo álbum em fevereiro. O material trará novas faixas ao lado de clássicos em versões remasterizadas.

A atual formação da banda conta com Steve Lukather (guitarra e vocal), David Paich (teclado e vocal), Steve Porcaro (teclado e vocal), Shannon Forrest (bateria), Joe Williams (vocal) e Leland Sklar (baixo).

Rememorando: "Tarkus", o primeiro pilar da "Santíssima Trindade" do ELP


Há 46 anos era lançado o álbum "Tarkus", clássico do Emerson, Lake & Palmer.

No espaço Rememorando, leia o texto que escrevi ano passado à ocasião dos quarenta e cinco anos de seu lançamento.

Os 45 anos de "Tarkus", o primeiro pilar da "Santíssima Trindade" do ELP!

Após o ótimo álbum de estreia, o auto intitulado, de 1970, o trio de rock progressivo bretão embebido em jazz e música clássica, Emerson, Lake And Palmer queria voar mais alto.
Para ser mais específico, o tecladista genial e mola propulsora do grupo, Keith Emerson o queria.
Após algumas divergências com o homem das cordas e voz da banda, Greg Lake, Emerson vencera a queda de braço e teve início a confeção da primeiro álbum conceitual do ELP, lançado em 14 de junho de 1971, constituído por uma grande suite faixa-título, ocupando todo o lado A e mais seis faixas compondo o lado B.
A capa, de autoria do pintor William Neal, trazia uma figura surreal, meio tanque, meio tatu (Tártaro x Carcaça) com o nome da obra escrita em ossos, simbolizando a grande bobagem que é o advento da guerra.
A suite Tarkus, subdividida em 7 partes é a primeira obra-prima composta pelo trio em sua carreira.
Ela fala em sua letra sobre uma Máquina de Guerra que segue destruindo tudo o que vê, é questionada e confrontada por seres mitológicos e lendas e finalmente derrotada.
Trata-se de uma verdadeira aula de jazz-rock prog, onde se tentarmos distinguir em nossos ouvidos os segmentos teclado, cordas e percussão separadamente temos a noção da grandeza desses instrumentistas natos e suas virtuosas habilidades.
Mas o que fazia o ELP ser grande mesmo era a força da soma de suas partes, especialmente em canções gigantes como "Tarkus, onde se possibilitam várias nuances e andamentos, com lindas quebradas de andamento, onde os solos de teclados de Keith Emerson ou a voz suave de Greg Lake podem brilhar à vontade, tendo como recheio a magnífica, técnica e potente bateria do herói das baquetas, Carl Palmer, um professor do ofício.
Na faixa "Tarkus", destaco a beleza da parte 2, "Stone of Years", momento em que surge o canto aveludado de Greg Lake e deságua no estupendo e talvez mais famoso solo de teclado da carreira de Keith Emerson; a parte seguinte, "Iconoclast", onde a música re-acelera seu andamento e fica mais rock and roll; e a parte 6, "Battlefield", para mim, talvez a sequência mais linda de toda a carreira do grupo, onde a harmonia entre a base de teclado de Emerson encontra os lindos acordes da guitarra de Lake, somados com seu canto, beleza rara.
Vale ressaltar que tanto no estúdio, como menos ainda ao vivo, Greg Lake costumava empunhar uma guitarra, sendo predominantemente baixista e vocalista. Porém, quando o fazia, como neste caso, era enormemente feliz em seu tocar.
Mas a qualidade do disco não para por aí. Virando o lado, temos o divertido jazz, "Jeremy Bender", abordando a questão homossexual na pele do personagem que intitula a canção, que tinha o desejo de se tornar freira.
Na sequência, em "Bitches Cristal", o trio "quebra tudo" e manda uma pedreira que fala de bruxaria, aos berros rascantes de Greg Lake e o teclado tenso de Emerson.
Momento de linda calmaria, "The Only Way", iniciada por uma alusão à Toccata em Fá Maior, de de Sebastian Bach, conduzida pelo piano magistral de Emerson e voz maviosa e melódica de Lake, culminando numa versão jazz-erudita de Prelúdio nº 6 de Sebastian Bach. Uma ode ao teocentrismo x antropocentrismo.
Seguimos com a instrumental "Infinite Space", um jazz-rock psicodélico, porém nada estranho à época.
Sequenciando com a excelênte "A Time and a Place", música bem trabalhada, com vocal pesado de Lake, solo de Emerson e batida firme e precisa de Palmer, uma pancada do rock progressivo.
O trabalho fecha com o rockabilly "que homenageia o produtor musical Eddy Offord, que produziu vários álbuns do ELP e também do Yes.
Considero "Tarkus" um primor de seu gênero. Como o enalteci no título deste post, para mim constitui ao lado de "Trilogy" e "Brain Salad Surgery", na Santíssima Trindade da carreira do ELP, um grupo que certamente reuniu três dos maiores e melhores musicistas do século XX.

COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

Boa audição e boa viagem!

*Dedico este texto aos saudosos ídolos, Keith Emerson e Greg Lake.

Tracklist:

1. Tarkus (i. Eruption, ii. Stones of Years, iii. Iconoclast, iv. Mass, v. Manticore, vi. Battlefield, vii. Aquartakus)
2. Jeremy Bender
3. Bitches Crystal
4. The Only Way (Hymn)
5. Infinite Space (Conclusion)
6. A Time and a Place
7. Are You Ready Eddy?.

Álbuns lançados em 14 de junho


The Beatles - "Beatles VI", 1965.
COMPRE AQUI em CD, LP ou K7

Iron Butterfly - "In-A-Gadda-Da-Vida", 1968.

The Grateful Dead - "Workingman's Dead", 1970.

Emerson, Lake & Palmer "Tarkus", 1971.

Show de David Gilmour Live at Pompeii será exibido no Brasil pela rede UCI


Conforme já anunciamos AQUI, a apresentação de David Gilmour nas ruínas de Pompeia em julho de 2016 será mostrada nos cinemas pelo mundo no dia 13 de setembro próximo.

O show pertencente a última turnê de divulgação do álbum "Rattle That Lock", do eterno guitarrista floydiano se tornou histórico pois reviveu o antológico filme "Pink Floyd Live At Pompeii", filmado em 1972 no mesmo local e disponível em DVD.

No Brasil a rede UCI fará a exibição nas cidades de São Paulo, Campo Grande, Salvador, Ribeirão Preto, Curitiba, Rio de Janeiro, Recife, São Luis, Porangaba, Fortaleza, Belém e Manaus.

Os ingressos já podem ser adquiridos AQUI

Para o exterior os ingressos podem ser adquiridos AQUI.

Provavelmente, para não dizer certamente, mais adiante lançamentos nos formatos domésticos, Blu-ray e/ou DVD virão.


Morreu Anita Pallemberg, a mulher que mudou a história dos Rolling Stones


A notícia da morte de Anita Pallenberg caiu feito uma bomba sobre o universo stoneano. A informação foi divulgada pela imprensa italiana. Ainda não se tem detalhes, mas Anita tinha 73 anos e deixou dois filhos, Marlon e Angela, ambos com Keith Richards, com quem foi casada até o fim dos anos 1970.

Se alguma mulher algum dia influenciou e foi respeitada pelos Stones, sem dúvida foi Anita Pallenberg. Ao começar namoro com Brian Jones depois de conhecê-lo nos bastidores de um show dos Stones, a guria ítalo-germânica entrou na intimidade da banda, tendo gigantesca interferência no destino do grupo.

A primeira influência visível foi na moda. Com seu envolvimento com Anita, Brian passou a usar roupas mais ousadas e coloridas. Era comum ver o guitarrista vestindo casacos da namorada.

No entanto, o temperamento paranoico de Brian, potencializado pelo crescente uso de drogas, fez com que a relação tomasse rumos perigosos. Brian espancava a namorada, que ameaçava deixá-lo. Depois de viajar com Anita e Keith pelo Marrocos, Brian acabou doente e foi deixado para trás. No retorno, no Bentley Continental de Keith batizado de Blue Lena, o riffman e Anita começaram um estrondoso caso amoroso que iria mudar a história dos Stones.

Brian nunca perdoou o casal e sua amizade com Keith foi muito comprometida. Assim como ocorreu com Jones, Richards foi imensamente influenciado por Anita, o que também ficou claro em sua vestimenta e estilo de vida.

Atriz e modelo, Anita foi convidada para ser uma das amantes do personagem de Mick Jagger no filme Performance(1970). Reza a lenda que ambos fizeram sexo de verdade enquanto gravavam as cenas mais picantes do filme e que elas foram cortadas da versão que chegou aos cinemas. Keith teria ficado morto de ciúmes, mas acabou tocando o barco.

LEIA MAIS NA COLLECTORS ROOM



terça-feira, 13 de junho de 2017

Box reunirá todos os álbuns dos Titãs pela Warner


A Warner está trabalhando em um box reunindo todos os discos que o Titãs lançou pela gravadora. A banda paulista ficou no selo durante quinze anos, gravando treze álbuns no período.

Fazem parte do catálogo da Warner os discos Titãs (1984), Televisão (1985), Cabeça Dinossauro (1986), Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987), Go Back (1988), Õ Blésq Blom (1989), Tudo ao Mesmo Tempo Agora(1991), Titanomaquia (1993), Domingo (1995), Acústico MTV (1997), Volume Dois (1998) e As Dez Mais (1999). Ou seja, a melhor época e os maiores clássicos dos Titãs foram registrados durante a passagem pela Warner.

Ainda não há muitas informações sobre o conteúdo da caixa, mas já sabemos que o box trará faixas extras, demos, sobras de estúdio e raridades, além dos clipes gravados no período. Como são treze álbuns e no mínimo um DVD, talvez essa caixa seja lançada em duas partes como aconteceu com o material reunindo a discografia de Caetano Veloso, por exemplo. Não há ainda previsão para data de lançamento, mas não seria surpreendente se o box fosse disponibilizado no final do ano, aproveitando o período do Natal.

A imponente estreia do Uriah Heep


Por 120 anos, Uriah Heep era apenas um personagem fictício no famoso romance de Charles Dickens, "David Copperfield", memorável. Mas, a partir de 13 de junho de 1970, esse nome teria, sem dúvida, um reconhecimento mais amplo de um tipo diferente, graças a sua adoção por uma das bandas iniciantes no hard e no prog rock bretão em seu álbum de estréia, lançado naquele dia.

Lançado, tenha em mente, sob diferentes títulos, por trás de diferentes imagens de capa e apresentando listagem de títulos ligeiramente alterados no Reino Unido e suas capas futuras nos EUA (ambas as edições mostradas acima).

Em casa, essa estréia foi intitulada "Very 'eavy ... Very' umble" , retratando um emaranhado de teia de aranha (na verdade, o vocalista David Byron) na capa da frente e saiu pelo selo da Philips, Vertigo. Na América, simplesmente foi chamado "Uriah Heep" , veio envolto em um impressionante desenho de uma criatura de vermes com asas aterrorizantes e saiu pela Phillips, Mercury Records.

Em ambos os territórios e em outros ao redor do globo, os ouvintes foram apresentados com uma fórmula musical instantaneamente distinta, construída em torno dos cantos de ópera de Byron, os riffs de guitarra de movimentação de Mick Box e o jogo de órgãos floridos de Ken Hensley (o baixista Paul Newton e vários bateristas de sessão completaram o time). A mistura, por assim dizer, revelou-se quase uniformemente irresistível.

As qualidades bombásticas do modelo revolucionário de heavy metal ficaram evidentes no lançamento do single, "Gypsy", enquanto suas raízes no blues britânico dos anos 60 soaaram alto e claro em "Walking in Your Shadow".

A etiqueta "progressiva" foi obtida pelo destaque multi-seccionado "I’ll Keep on Trying", as inflexões jazzísticas e o desenlace suave de "Wake Up (Set Your Sights)" e a retração sensível de "Come Away Melinda" (anteriormente gravada por Harry Belafonte, Judy Collins e outros), que se classificou como uma das primeiras baladas de Hard Rock.

Finalmente, enquanto os compradores do Reino Unido foram arrebatados com   blues"Lucy Blues" descontraído, nos EUA, sua substituta, uma versão alternativa de "Bird of Prey", tornou-se amplamente reconhecida como uma das pedras angulares mais espetaculares de 1970 do heavy metal.

Tal como acontece com a maioria das bandas de metal nos primeiros dias do gênero, o primeiro álbum de Uriah Heep foi recebido com nariz torcido por críticos, sobretudo Melissa Mills da Rolling Stone , que começou sua revisão com:

"Se esse grupo vingar, eu vou ter que cometer suicídio". Mas a banda ignorou os críticos e, apesar das numerosas mudanças de formação, continuaram a fazer música, mantendo uma forte base de fãs, particularmente na Europa.

Bobinha essa Melissa né...


Tracklist:

No Reino Unido:

"Gypsy" (Box, Byron) – 6:37
"Walking in Your Shadow " (Byron, Newton) – 4:31
"Come Away Melinda" (Hellerman, Minkoff) – 3:46
"Lucy Blues" (Box, Byron) – 5:08
"Dreammare" (Newton) – 4:39
"Real Turned On" (Box, Byron, Newton) – 3:37
"I'll Keep on Trying" (Box, Byron) – 5:24
"Wake Up" (Set Your Sights) (Box, Byron) – 6:22

Nos EUA:

"Gypsy" (Box, Byron) – 6:37
"Walking in Your Shadow " (Byron, Newton) – 4:31
"Come Away Melinda" (Hellerman, Minkoff) – 3:46
"Bird of Prey" (Box, Byron, Hensley, Newton) – 4:05
"Dreammare" (Newton) – 4:39
"Real Turned On" (Box, Byron, Newton) – 3:37
"I'll Keep on Trying" (Box, Byron) – 5:24
"Wake Up" (Set Your Sights) (Box, Byron) – 6:22

A banda:

David Byron – vocalista
Ken Hensley – Piano, Órgão, Guitarra, vocais
Mick Box – Guitarra, vocais
Paul Newton – Baixo, vocais
Nigel Olsson – Bateria, Percussão

Álbuns lançados em 13 de junho


The Yardbirds - "For Your Love", 1965.
COMPRE AQUI em CD ou LP

Joni Mitchell - "Mingus", 1979.

The Cars - "Candy-O", 1979.

B.B. King & Eric Clapton - "Riding with the King", 2000.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Documentário do Sepultura será exibido no Brasil pela Cinemark


"Endurance" será exibido no dia 14 de junho próximo, às 20:30 horas nas seguintes cidades:

Belo Horizonte
Pátio Savassi - Av. do Contorno, 6061

Brasília
Pier 21 – Setor dos Clubes Esportivos Sul, Trecho 2 – Lote 40

Campinas
Shopping Iguatemi Campinas – Av. Iguatemi, 777

Curitiba
Shopping Mueller - Av. Cândido Abreu, 127

Goiânia
Flamboyant Shopping Center - Av. Jamel Cecilio, 3.300

Guarulhos Internacional Shopping Guarulhos - Rodovia Pres. Dutra, 397/650

Niterói
Plaza Shopping Niterói – Av. XV de Novembro, 08

Porto Alegre
Barra Shopping Sul - Av. Diário de Notícias, 300

Recife
Shopping RioMar ­– Av. República do Líbano, s/nº

Salvador
Salvador Shopping – Av.Tancredo Neves, 2.915

São José dos Campos
Colinas Shopping – Av. São João, 2200

Santos
Praiamar Shopping - R. Alexandre Martins, 80

Rio de Janeiro
Botafogo Praia Shopping - Praia de Botafogo, 400
Downtown - Av. das Américas, 500

São Paulo
Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3.970

Shopping Metrô Santa Cruz – R. Domingos de Moraes, 2.564

Assista ao novo clipe animado do Volbeat


"Black Rose" integra o último álbum "Seal the Deal & Let's Boogie", que chegou no ano passado.


Mais dois álbuns do Emerson, Lake And Palmer ganharão reedições


Desembarcam nas lojas dia 28 de julho mais duas reedições do catálogo do Emerson, Lake & Palmer, dando sequência às versões remasterizadas que começaram a sair em 2015.

Deste vez temos dois títulos da década de 1990. Black Moon (1992) e In the Hot Seat (1994) foram remasterizados por Andy Pearce e estarão disponíveis em CDs duplos, LPs de 140 gramas e nos formatos digitais. O encarte dos CDs vem com longos textos, fotos raras e entrevistas concedidas ao jornalista Chris Welch.

Black Moon trará como faixas bônus as versões editadas das faixas “Black Moon”, “Affairs of the Heart”, “Paper Blood” e “Romeo and Juliet”. A nova versão vem com um CD extra com o ao vivo Live at the Royal Albert Hall, lançado originalmente em janeiro de 1993. Já In the Hot Seat traz como bônus músicas ao vivo vindas do duplo Then & Now(1998) como “Tiger in the Spotlight” e “Hoedown”, além do hit solo de Keith Emerson, “Honky Tonk Train Blues”.





Álbuns lançados em 12 de junho


Chuck Berry - "Berry Is on Top", 1959.
COMPRE AQUI em CD, LP, K7 ou MP3

Bo Didley - "Go Bo Diddley", 1959.

John Lennon & Yoko Ono - "Some Time in New York City"

Coldplay - "Viva la Vida or Death and All His Friends", 2008.

Ouça "Dia dos Namorados", canção inédita com Cazuza e Ney Matogrosso

"Dia dos Namorados" integraria o álbum "Só Se for a 2" (1986), porém acabou sendo exluída do tracklist original.

Agora, trinta anos depois, o produtor do álbum Nilo Romero convidou o cantor Ney Matogrosso, parceiro de Cazuza no fim dos anos 70, para regravar a canção e lançá-la, comemorando seus trinta anos justamente no Dia dos Namorados.

Aretha Franklin vai às lágrimas ao inaugurar rua com seu nome


A eterna rainha do Soul, nascida em Memphis, mas criada em Detroit, não contivera as lágrimas ao participar da inauguração da rua "Aretha's Way, na cidade onde cresceu.

"Obrigada novamente por me dar a honra de nomear essa rua, Aretha's Way. Eu quero vê-la toda vez que eu vier".