sábado, 29 de abril de 2017

Os 20 anos de "Twenty" - Lynyrd Skynyrd


Twenty" foi lançado em 29 de abril de 1997 e seu nome é uma referência aos 20 anos do acidente que vitimou boa parte da formação original da banda.

Para o álbum, são recrutados duas lendas do Southern Rock, Rickey Medlocke, que tinha sido guitarrista da banda antes de formar Blackfoot, e Hughie Thomasson do The Outlaws. A adição dessas duas "lendas" do Southern Rock trouxeram um gás novo para a banda, e fez muito bem para a dinâmica do álbum.

A faixa "Travelin' Man" é o ponto alto de Twenty, que alcançou a 22° colocação na Billboard, e foi o destaque do álbum juntamente com as músicas "Voodoo Lake" e a balada "Blame It on a Sad Song".

Boa audição!



Por Cleison Reinhardt.

Lançados em 29 de abril


Paul McCartney - "Thrillington", 1977.
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Alice Cooper - "Lace And Whiskey",1977.
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Van Halen - "Fair Warning", 1981.
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Lynyrd Skynyrd - "Twenty", 1997.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Criolo lança ótimo disco de samba e o libera para download


O rapper criolo lançou seu quarto álbum de estúdio e o embebeu por completo em um bom samba.

"Espiral da ilusão" está disponível para download no site do cantor.

Vale a pena!

Ozzy Osbourne e Zakk Wylde juntos no palco novamente


Depois de mais de dez anos após a saída a saída de Zakk Wylde da banda de Ozzy Osborne, a dupla voltará tocar junta numa sequência de quatro apresentações nos EUA a partir de 14 de julho.
Juntamente com eles estarão nos palcos o baixista Blasko, o tecladista Adam Wakeman (o filho do homem) e o baterista Tommy Clufetos.

"Estou muito feliz de voltar à estrada com Zakk, Blasko, Tommy e Adam, é isto que eu faço, é a isto que pertenço, à estrada", disse o madman.

Ano que vem chegará álbum novo.

King Crimson lançará EP ao vivo com clássico de David Bowie


O King Crimson anunciou que lançará um EP de cinco faixas em 2 de junho próximo, que contará com um cover do clássico de David Bowie "Heroes".

"Heroes: Live In Europe 2016" , foi gravado em Berlim no ano passado.

"King Crimson executou "Heroes" no Admiralspalast em Berlim como uma celebração, um relembrança e uma homenagem", disse Fripp.

"O concerto foi de 39 anos e um mês após as sessões originais no Hansa Tonstudio com vista para o Muro de Berlim. Isso é lançado no ano do 40º aniversário.", completou.

O EP contará com uma versão completa de "Heroes" juntamente com uma edição de rádio, uma versão de 10 minutos de "Easy Money" gravado em Paris e uma versão editada de "Starless" e "Hell Hounds Of Krim", ambas gravadas em Viena.

Todas são gravações ao vivo previamente não editadas.

Um álbum completo gravado na turnê européia de King Crimson em 2016 será lançado em setembro, com detalhes completos a serem revelados no devido tempo.

Ouça a nova música do Iced Earth


“Seven Headed Whore” integra o vindouro álbum "Incorruptible" que chegará no dia 16 de junho próximo.


Tracklist:

01. Great Heathen Army (5:21)
02. Black Flag (4:56)
03. Raven Wing (6:25)
04. The Veil (4:47)
05. Seven Headed Whore (3:00)
06. The Relic (Part 1) (4:59)
07. Ghost Dance (Awaken The Ancestors) (6:35)
08. Brothers (4:45)
09. Defiance (4:08)
10. Clear The Way (December 13th, 1862) (9:30)


Álbuns lançados em 28 de abril


Chicago - "The Chicago Transit Authority", 1969. 
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Alice Cooper - "Flush the Fashion", 1980. 
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Stevie Nicks - "The Enchanted Works of Stevie Nicks", 1998. 

Heaven And Hell - "The Devil You Know", 2009. 

Metallica paga equipamento roubado de sua banda-tributo


A banda Blistered Earth, tributo ao Metallica, teve seu equipamento roubado após um show em Portland, Estados Unidos. Após James Hetfield tomar conhecimento do caso, o manager dos homenageados entrou em contato, pedindo uma lista do que era necessário repor. “É incrível que tenham feito isso. Quem conhece a história deles, sabe que já passaram pelo mesmo em épocas que não tinham dinheiro. Então, sabem como nos sentimos. Mesmo assim, não imaginava que algo do tipo aconteceria”, declarou o baterista Shawn Murphy.

Fonte: VAN DO HALEN

Alter Bridge em Curitiba


Além das apresentações no Rock in Rio e São Paulo Trip, o Alter Bridge se apresentará também em Curitiba, na Live, no dia 19 de setembro próximo.

Maiores informações em breve. Aguardemos...

Guitarrista entra com processo contra banda que usa o nome Jefferson Starship

Jefferson Starship em 1978

O guitarrista Craig Chaquico, membro fundador da Jefferson Starship entrou com um processo na quinta-feira para impedir que alguns de seus ex-companheiros de banda usassem o nome da banda para atuações e mercadorias.

Chaquico está pedindo a um juiz para impedir que uma nova formação do Jefferson Starship use o nome no processo federal em São Francisco. Ele afirma que o grupo tem usado o nome de Jefferson Starship sem permissão, e usou sua imagem para promover shows no início de 2018.

A ação disse que os membros da banda concordaram em retirar o nome Jefferson Starship em 1985, depois que o membro fundador, Paul Kantner, deixou o grupo.

Chaquico permitiu que Kantner usasse o nome de Jefferson Starship por vários anos, mas esse direito terminou quando Kantner morreu em 2016 , disse o processo.

Jim Lenz, um representante da nova formação, não respondeu a uma mensagem enviada por e-mail buscando informações.

A banda passou por inúmeras formações, começando como Jefferson Airplane.

Chaquico, que foi descoberto por Kantner, tocou com o grupo algumas vezes antes dele acabar em 1972.

Vários dos membros da banda formaram Jefferson Starship em 1974, mas ele se separou uma década depois. Chaquico e outros membros formaram então um novo grupo, Starship , que gravou o hit "We Built This City".

"Este caso é sobre manchar o legado da banda original de Jefferson Starship", disse Chaquico em um comunicado.

"Nós aposentamos o nome em 1985 e concordamos que ninguém iria usar o nome novamente. O fato desta formação em turnê chamar a si mesmo Jefferson Starship é lamentavelmente enganoso para o público e confunde os fãs de longa data."

Craig Chaquico em 2016

quinta-feira, 27 de abril de 2017

The Who em Porto Alegre


Além das apresentações no Rock in Rio e São Paulo Trip, o The Who se apresentará também em Porto Alegre-RS no dia 26 de setembro próximo.

Maiores informações em breve. Aguardemos.

Deep Purple, ZZ Top e Lynyrd Skynyrd juntos no Brasil


Segundo o blog VEJA MÚSICA, da revista VEJA, a tríade de classic rock se apresentará nos seguintes locais e datas:

21/10: Rio de Janeiro (RJ)
22/10: São Paulo (SP)
24/10: Curitiba (PR)

Maiores informações em breve. Aguardemos...

Ouça mais uma canção nova do Stone Sour


“Song #3” integra o vindouro álbum "Hydrograd", que chegará no dia 30 de junho próximo.


Tracklist:

01. YSIF
02. Taipei Person/Allah Tea
03. Knievel Has Landed
04. Hydrograd
05. Song #3
06. Fabuless
07. The Witness Trees
08. Rose Red Violent Blue (This Song Is Dumb & So Am I)
09. Thanks God It’s Over
10. St. Marie
11. Mercy
12. Whiplash Pants
13. Friday Knights
14. Somebody Stole My Eyes
15. When The Fever Broke


Pink Floyd: comente - qual você prefere, The Dark Side of the Moon ou Wish You Were Here?


Após eu perceber a boa participação dos leitores no post 34 anos do epílogo "maldito" The Final Cut. O que você acha deste álbum do Pink Floyd? resolvi aproveitar o ganho e desenvolver aqui uma série bem-humorada, leve e sem maiores profundidades, colocando para você leitor opinar entre álbuns do Floyd que selecionarei post a post, tendo como base uma certa afinidade sonoro-estética ou temporal entre eles.

Detalhe: a princípio deixei de fora o quadrado mágico (Dark Side, Wish You Were Here, Animals e The Wall), além do próprio The Final Cut, que inspirou essa brincadeira toda.

No primeiro embate, "Qual álbum você prefere, Piper ou Saucerful?", Deu "Piper" na cabeça.

No segundo embate, "Pink Floyd: Qual você prefere, "More" ou "Obscured by Clouds"?" deu "Obscured by Clouds".

No terceiro embate, "Pink Floyd: Qual você prefere, "Atom Heart Mother" x "Meddle"?" deu
"Meddle".

No quarto embate, Pink Floyd: Qual você prefere, "A Momentary Lapse of Reason" ou "The Division Bell"?, deu "The Division Bell".


Agora o último embate:

"The Dark Side of The Moon" x "Wish You Were Here"


"The Dark Side of The Moon"

Lançado em 1973, este álbum foi simplesmente o grande divisor de águas da carreira do Pink Floyd, que finalmente provava que poderia caminhar sem Syd Barrett.
O grande marco no rock progressivo, sendo tão nababesco que deixou outros bons álbuns de outras bandas do gênero a anos-luz de sua produção e resultado. É o disco onde Roger Waters pega a responsabilidade, mata no peito e sai jogando, ao assumir todas as letras das canções presentes neste obra.
O single "Money" de autoria de Waters ficou 731 semanas na parada da Billboard, sendo um recorde de quebra quase que inimaginável.
O álbum superou a casa dos 40 milhões de discos vendidos, ficando no geral atrás apenas de "Thriller", de Michael Jackson.
Sua capa é certamente uma das mais reconhecidas do planeta, sobretudo por não conter o nome do grupo nela escrito.
Nele se encontra o maior legado musical do tecladista Richard Wright na canção "The Great Gig in The Sky", com o canto majestoso da cantora Clare Torry.
Uma experiência completa.

Tracklist:

1. Speak to Me
2. Breathe (In The Air)
3. On The Run
4. Time
5. The Great Gig in the Sky
6. Money
7. Us and Them
8. Any Colour You Like
9. Brain Damage
10. Eclipse




"Wish You Were Here"

Lançado em 1975, este álbum teve a ingrata missão de suscer um dos maiores sucessos da indústria fonográfica.
Porem se saíra enormemente bem, pois tratou-se de um trabalho que emanou afetividade, já que se tratava do tema ausência, em especial do criador de tudo aquilo, Syd Barrett, que reza a lenda apareceu em pessoa nas gravações causando grande comoção nos membros presentes.
Este é o trabalho preferido do próprio grupo, que ainda gozava de bom relacionamento e prazer de trabalhar uns com os outros, o que viria a ficar bem complicado anos mais tarde.
A linda canção-título, de autoria de Gilmour e Waters se tornou até clichê em aulas de violão e barzinhos.
A pedrada "Have Cigar" é puro rock and roll e a espetacular "Shine on you Crazy Diamond", que abre e fecha a obra, é onde podemos sentir em toda ela, a atmosfera de Syd Barrett pairando.

Tracklist:

1.Shine On You Crazy Diamond, Pts. 1-5
2.Welcome to the Machine
3.Have a Cigar
4.Wish You Were Here
5.Shine On You Crazy Diamond, Pts. 6-9



E aí, qual você prefere? Comente!

Bon Jovi em Porto Alegre


Além das apresentações no Rock in Rio e São Paulo Trip, o Bon Jovi se apresentará também no Estádio Beira-Rio no dia 19 de setembro próximo.

Stone Sour divulga capa e tracklist de vindouro álbum


"Hydrograd" chegará no dia 30 de junho próximo.

ASSISTA AO CLIPE DE "FABULESS"

Tracklist:

01. YSIF
02. Taipei Person/Allah Tea
03. Knievel Has Landed
04. Hydrograd
05. Song #3
06. Fabuless
07. The Witness Trees
08. Rose Red Violent Blue (This Song Is Dumb & So Am I)
09. Thanks God It’s Over
10. St. Marie
11. Mercy
12. Whiplash Pants
13. Friday Knights
14. Somebody Stole My Eyes
15. When The Fever Broke

Heavy Metal: Ouça o quarto podcast da Collectors Room


Ricardo Seelig disponibilizou seu quarto programa em podcast no seu site Collectors Room.

Neste programa, uma atenção plena ao heavy metal e pela primeira vez a descrição dos blocos do programa por escrito.

OUÇA AQUI

Bloco 1

Anthrax - Anthem
Adrenaline Mob - The Mob Rules
Machine Head - The Sentinel

Bloco 2

David Feinstein & Ronnie James Dio - Metal Will Never Die
Ian Gillan & Tony Iommi - Out of My Mind
Europe - The Beast

Bloco 3

The Devil’s Blood - Christ or Cocaine
Newsted - Soldierhead
Demons & Wizards - Immigrant Song

Bloco 4

Rob Halford & Bruce Dickinson - The One You Love to Hate
Iron Maiden - Tears of a Clown
Iron Maiden - King of Twilight

Ouça faixa inédita da edição especial dos 50 anos de Sgt. Pepper's


Ouça abaixo uma versão diferente da faixa título da edição comemorativa que chegará no dia 26 de maio próximo em diversos formatos.

OUÇA AQUI

E aí, percebeu as diferenças da versão oficial? Comente!

Tracklist completo:

CD 1: ‘Sgt. Pepper’ 2017 Stereo Mix

CD 2: Sessões iniciais, em ordem cronológica de gravação

1. Strawberry Fields Forever [Take 1]
2. Strawberry Fields Forever [Take 4]
3. Strawberry Fields Forever [Take 7]
4. Strawberry Fields Forever [Take 26]
5. Strawberry Fields Forever [Stereo Mix – 2015]
6. When I’m Sixty-Four [Take 2]
7. Penny Lane [Take 6 – Instrumental]
8. Penny Lane [Vocal Overdubs And Speech]
9. Penny Lane [Stereo Mix – 2017]
10. A Day In The Life [Take 1]
11. A Day In The Life [Take 2]
12. A Day In The Life [Orchestra Overdub]
13. A Day In The Life (Hummed Last Chord) [Takes 8, 9, 10 and 11]
14. A Day In The Life (The Last Chord)
15. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band [Take 1 – Instrumental]
16. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band [Take 9 And Speech]
17. Good Morning Good Morning [Take 1 – Instrumental, Breakdown]
18. Good Morning Good Morning [Take 8]

CD 3: Sessões iniciais, em ordem cronológica de gravação

1. Fixing A Hole [Take 1]
2. Fixing A Hole [Speech And Take 3]
3. Being For The Benefit Of Mr. Kite! [Speech From Before Take 1; Take 4 And Speech At End]
4. Being For The Benefit Of Mr. Kite! [Take 7]
5. Lovely Rita [Speech And Take 9]
6. Lucy In The Sky With Diamonds [Take 1 And Speech At The End]
7. Lucy In The Sky With Diamonds [Speech, False Start And Take 5]
8. Getting Better [Take 1 – Instrumental And Speech At The End]
9. Getting Better [Take 12]
10. Within You Without You [Take 1 – Indian Instruments Only]
11. Within You Without You [George Coaching The Musicians]
12. She’s Leaving Home [Take 1 – Instrumental]
13. She’s Leaving Home [Take 6 – Instrumental]
14. With A Little Help From My Friends [Take 1 – False Start And Take 2 – Instrumental]
15. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise) [Speech And Take 8]

CD 4: ‘Sgt. Pepper’ and bonus tracks in Mono

(Tracks 1-13: 2017 Direct Transfer of ‘Sgt. Pepper’ Original Mono Mix)
14. Strawberry Fields Forever [Original Mono Mix]
15. Penny Lane [Original Mono Mix]
16. A Day In The Life [Unreleased First Mono Mix]
17. Lucy In The Sky With Diamonds [Unreleased Mono Mix – No. 11]
18. She’s Leaving Home [Unreleased First Mono Mix]
19. Penny Lane [Capitol Records U.S. Promo Single – Mono Mix]

DISCS 5 & 6 (Blu-ray & DVD)

Audio Features (both discs):
– New 5.1 Surround Audio mixes of ‘Sgt. Pepper’ album and “Penny Lane,” plus 2015 5.1 Surround mix of “Strawberry Fields Forever” (Blu-ray: DTS HD Master Audio 5.1, Dolby True HD 5.1 / DVD: DTS Dolby Digital 5.1)
– High Resolution Audio versions of 2017 ‘Sgt. Pepper’ stereo mix and 2017 “Penny Lane” stereo mix, plus 2015 “Strawberry Fields Forever” hi res stereo mix (Blu-ray: LPCM Stereo 96KHz/24bit / DVD: LPCM Stereo)
Video Features (both discs):
– The Making of Sgt. Pepper [documentário inédito, registrado em 1992]


– Promotional Films: “A Day In The Life;” “Strawberry Fields Forever;” “Penny Lane” [4K restored]

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Músicos do Grateful Dead e Phish cantam Lady Gaga em show


Bob Weir, do Grateful Dead, recebeu Trey Anastasio, do Phish, no palco para um set de cinco músicas durante o festival Wanee, na Flórida, Estados Unidos. A dupla tocou material das respectivas bandas e uma cover supresa: “Million Reasons”, que integra o álbum "Joanne" (2016), de Lady Gaga.

Ayreon: "The Source" é a obra-prima de Arjen Lucassen, até aqui


Após ler algumas opiniões, todas elas plenamente elogiosas ao novo álbum "The Source", do fantástico multi-instrumentista neerlandês Arjen Lucassen a bordo de seu Ayreon, fui correndo ouvir o disco e claro, nenhuma decepção, ao contrário, admiração subindo verticalmente frente a este projeto esplêndido.

Mas melhor e bem colocado do que o texto de Ricardo Seelig da Collectors Room, impossível dizer.

Uma ótima descrição e interpretação do belo trabalho de Lucassen. Leia abaixo:

Review: Ayreon - The Source (2017)

São dezessete músicas, distribuídas em um álbum duplo com 90 minutos de duração. Ou seja: se você não é fã de rock progressivo, de canções longas, de alternância de climas e de refinamento técnico (seja instrumental ou vocal), esse disco não é para você. No entanto, caso você seja apenas um apreciador de boa música, daqueles que não se prendem a rótulos ou gêneros específicos, o novo disco do Ayreon tem tudo para chegar e ficar na sua vida.

The Source é o nono álbum do projeto concebido e encabeçado pelo compositor, vocalista, guitarrista e multi-instrumentista holandês Arjen Anthony Lucassen. Sucessor de The Theory of Everything (2013), o disco traz uma seleção de músicos em participações especiais: James LaBrie (Dream Theater), Simone Simons (Epica), Floor Jansen (Nightwish), Hansi Kürsh (Blind Guardian), Tobias Sammet (Avantasia, Edguy), Tommy Kaverik (Kamelot), Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob) e Tommy Rogers (Between the Buried and Me), entre outros, revezam-se nos vocais. Na parte instrumental, Paul Gibert (Mr. Big) encabeça uma também estrelada lista de convidados que conta com nomes como Joost van den Broek (piano e piano elétrico, ex-After Forever), Mark Kelly (sintetizador, Marillion), Guthrie Govan (guitarra, The Aristocrats e ex-Asia), entre outros.

Seguindo a tradição da banda, The Source é um álbum conceitual, com cada vocalista interpretando o papel de um personagem. A banda volta a explorar uma história de ficção científica no novo disco, e na cronologia do grupo The Sourcese encaixa como o prequel de 01011001, sétimo trabalho da banda, lançado em 2008. Ou seja, a história contada em01011001 tem o seu início em The Source. O álbum marca a estreia do Ayreon em sua nova gravadora, a holandesa Mascot Label Group.

Liricamente, The Source conta a origem dos Forever, raça alienígena recorrente no universo criado por Lucassen para o Ayreon. O disco é dividido em quatro partes, quatro capítulos, quatro movimentos: The Frame, The Aligning of the Ten,The Transmigration e The Rebirth, cada um deles com pouco mais de 20 minutos de duração. No encarte do álbum, cada capítulo conta com um texto introdutório escrito pelo personagem The Historian, interpretado por James LaBrie.

Com exceção da faixa de abertura, “The Day That the World Breaks Down”, que passa dos 12 minutos, o restante das composições varia entre três e sete minutos, característica que deixa o disco mais dinâmico, facilitando a assimilação de uma obra pretensiosa sim, mas que em nenhum momento almeja ser inalcançável para ouvintes não iniciados.

A mixagem e masterização do trabalho também merecem destaque, entregando uma sonoridade atual, é claro, mas com timbres que não escondem a inspiração nos melhores momentos da história do prog, um gênero que sempre primou pela excelência técnica nos mais variados aspectos.

“The Day That the World Breaks Down”, música que abre o disco, é facilmente um dos melhores momentos de toda a carreira do Ayreon. Orgânica, fluída e dinâmica, transforma os seus mais de 12 minutos em uma sensação bem menos extensa, porém não menos intensa. Com participação de todo o time de vocalistas, é um presente recompensador para quem acompanha o trabalho da banda há tempos. E, na parte final, conta com uma mudança de clima a partir de uma passagem conduzida pelo baixo que é sensacional - só ouvindo para entender.

Aliás, “The Day That the World Breaks Down” apresenta a proposta musical pela qual as demais faixas irão se desenvolver, trazendo influências diretas do rock progressivo setentista e também algumas coisas da cena prog da década de 1980, e adornando essa base com toques de heavy metal, hard rock e AOR. A canção que inicia o disco, e que é o seu principal alicerce, vai da cena da Canterbury até o prog AOR do Kansas, por exemplo, em uma amplitude sonora que comprova, mais uma vez, a excelente gama de influências de Lucassen. E, como é habitual nos álbuns do Ayreon, pelo menos aos meus ouvidos, o desenvolvimento da proposta apresentada se desenrola como o enredo de uma ópera, como o roteiro de uma peça de teatro, em uma abordagem musical que é sempre bastante visual.

Por todos esses motivos, a parcela de leitores que espera encontrar em um texto como esse uma lista faixa a faixa, com as características de cada canção, ou uma seleção dos momentos preferidos do autor, poderá se sentir frustrado. Pois, no meu entendimento, The Source, assim como todo bom disco de rock progressivo, não pode ser avaliado através de enxertos, de faixas isoladas, mas sim como um todo. E, nesse sentido, Arjen Anthony Lucassen segue sendo, com justiça, um dos nomes mais celebrados do prog, do prog metal ou seja lá de qual maneira você prefira chamar a sua música.

Um disco excelente e que, certamente, será uma bela companhia durante todo o ano.


Tracklist:

Disco 1

Chronicle 1: The Frame

1. The Day That The World Breaks Down (12:32)
2. Sea Of Machines (5:08)
3. Everybody Dies (4:42)

Chronicle 2: The Aligning Of The Ten
4. Star Of Sirrah (7:03)
5. All That Was (3:36)
6. Run! Apocalypse! Run! (4:52)
7. Condemned To Live (6:14)

Disco 2

Chronicle 3: The Transmigration

1. Aquatic Race (6:46)
2. The Dream Dissolves (6:11)
3. Deathcry Of A Race (4:43)
4. Into The Ocean (4:53)

Chronicle 4: The Rebirth
5. Bay Of Dreams (4:24)
6. Planet Y Is Alive! (6:02)
7. The Source Will Flow" (4:13)
8. Journey To Forever (3:19)
9. The Human Compulsion (2:15)
10. March Of The Machines (1:40)

Veja mais um artefato da exposição do Pink Floyd em Londres


Na imagem acima vê-se a roda espelhada, artefato floydiano usado nos shows do grupo entre 1973 e 1975

Ela estará exposta no Museu Victoria & Albert em Londres para a Pink Floyd Exhibition - Their Mortal Remains.

A vindoura exposição floydiana que se iniciará no dia 13 de maio próximo, ficará lá em cartaz pelas próximas 20 semanas, até o dia 1º de outubro.

O evento será uma verdadeira antologia do grupo, desde seu início, em 1965, através de imagens e objetos selecionados pelos próprios integrantes do grupo.

Um ótimo motivo para se visitar a capital bretã.

LEIA TAMBÉM: Primeiros artefatos da Exposição do Pink Floyd em Londres chegam ao Museu


Aerosmith em Belo Horizonte e Curitiba


Além de seus shows já confirmados no Rock in Rio e São Paulo Trip, o Aerosmith levará a Aer Vederci-Baby, sua anunciada "turnê de despedida", também às capitais mineira e paraense.

Confira a agenda brasileira do Aerosmith até aqui:

18/09 - Esplanada do Mineirão em Belo Horizonte
21/09 - Rock in Rio
24/09 - São Paulo Trip
27/09 - Pedreira Paulo Leminski em Curitiba

Viver de rock: criador do site Whiplash explica seu sucesso em palestra


Assista vídeo em que o criador e editor do site Whiplash.net discorre no TEDx em São Luís do Maranhão, sobre como obteve grande sucesso nos últimos vinte anos vivendo de seu site, o mais antigo e famoso sobre rock e heavy metal em geral.

ASSISTA AQUI

Veja a tradução da letra da nova música de Roger Waters


Disponibilizada no último dia 20, a ótima canção "Smell of Roses" integra o vindouro álbum do eterno líder floydiano, que chegará no dia 2 de junho próximo.

Leia abaixo a letra em inglês e sua tradução a seguir:

Smell The Roses

There's a mad dog pulling at his chain
A hint of danger in his eye
Alarm bells raging round his brain
And the chimney's broken in the sky

Wake up
Wake up and smell the roses
Close your eyes and pray this wind don't change
There's nothing but screams in the field of dreams
Nothing but hope at the end of the road
Nothing but gold in the chimney smoke
Come on honey it's real money

This is the room where they make the explosives
Where they put your name on the bomb
Here's where they bury the buts and the ifs
And scratch out words like right and wrong

Wake up
Wake up and smell the phosphorus
This is the room we keep a human heir
Don't ask don't tell it couldn't be lost for us
Little less cash in the stash in the cupboard
At the bottom of the stair
Money honey

Cheire as rosas

Há um cão louco puxando em sua corrente
Uma pitada de perigo em seus olhos
Sinos de alarme em torno de seu cérebro
E a chaminé está quebrada no céu

Acorde
Acorde e cheire as rosas
Feche os olhos e ore para que esse vento não mude
Não há nada além de gritos no campo dos sonhos
Nada além de esperança no final da estrada
Nada além de ouro na fumaça da chaminé
Venha, querida, é dinheiro real

Este é o quarto onde eles fazem os explosivos
Onde eles colocaram seu nome na bomba
Aqui é onde enterram os "mas" e os "ses"
E arranhar palavras como certo e errado

Acorde
Acorde e cheire o fósforo
Esta é a sala que temos um herdeiro humano
Não pergunte, não diga que não poderia ser perdido para nós
Pouco menos dinheiro no estojo no armário
Na parte inferior da escada
Dinheiro querido


terça-feira, 25 de abril de 2017

Confirmadas as datas de Paul MacCartney no Brasil


O eterno beatle canhoto se apresentará novamente por aqui em:

12/10 Porto Alegre (Beira Rio)
15/10 São Paulo (Allianz Parque)
17/10 Belo Horizonte (Mineirão)
20/10 Salvador (Fonte Nova)

Marvel e Doritos se unem pela trilha sonora de Guardiões das Galáxia 2


Doritos e Marvel se associaram para criar uma ação visando promover Guardians Of The Galaxy Vol. 2. Trata-se de um pacote do salgadinho com a simulação de um toca-fitas na frente. Ele reproduz a trilha do filme, que conta com nomes como Cheap Trick, George Harrison, The Sweet e Fleetwood Mac. Eles podem ser recarregados quando se quiser escutar novamente. A venda acontece a partir do dia 28 de abril, exclusivamente via Amazon.

Fonte: VAN DO HALEN

São Paulo Trip: saiba quanto custarão os ingressos


A organização do festival paulistano anunciou o preço dos ingressos para as apresentações no Allianz Parque em setembro próximo. 

Premium R$ 780 (inteira)/ R$ 390 (meia)
Pista R$ 390/ R$ 195
Cadeira 1 R$ 550/ R$ 275
Cadeira 2 R$ 300/ R$ 150
No cartão de crédito o ingresso poderá ser parcelado em até 4 vezes.

A pré-venda para todos os dias do evento começa nesta quarta (26), a partir das 22 horas para clientes PayPal e venda geral no dia 3 de maio, quarta-feira que vem.

Hoje foi anunciada a atração surpresa que comporá a mesma noite que Bon Jovi. Trata-se da banda The Kills.



Iron Maiden: autobiografia de Bruce Dickinson ganha data de lançamento


A ainda inominada biografia do frontman da Velha Donzela chegará no Reino Unido no dia 19 de outubro próximo pela editora Harper Collins.

"Fiquei lisonjeado por receber o convite para escrever um livro sobre minhas experiências e me parece um momento apropriado para fazer isso", afirma Bruce.

O centenário de Ella Fitzgerald


Zuza Homem de Mello e Euclides Marques compartilham histórias e relembram a trajetória da Primeira Dama do Jazz, nascida há exatos cem anos.

Quando foi se apresentar no Copacabana Palace, em abril de 1960, Ella Fitzgerald estava nervosa. Tão nervosa que não parava de tremer e suar. Mesmo depois de 25 anos de carreira e de já ser conhecida como a Primeira Dama do Jazz, a cantora ainda conservava uma velha timidez e sofria com uma insegurança enorme que vinha do fato de achar-se feia. Mas, como sempre fazia, respirou fundo, engoliu seco e subiu no palco – o único lugar em que, de fato, se sentia à vontade.

É o que conta o musicólogo e jornalista Zuza Homem de Mello, que conviveu com a artista em sua equipe de som e como seu intérprete em um dos shows que fez no Rio de Janeiro. Ele se lembra muito bem de Ella Fitzgerald: mulher negra, tímida, durona, de origem pobre, fora dos padrões de beleza – e dona de uma voz que jamais se ouviu igual. Nesta terça (25), completam-se cem anos de seu nascimento.

Em 59 anos de palco, Ella construiu uma carreira de sucesso ao lado de grandes nomes da música, como Louis Armstrong, Frank Sinatra e até Tom Jobim. “Ella foi foi uma das primeiras mulheres, senão a primeira, a se colocar entre os maiores nomes do bebop, como John Coltrane e Charlie Parker. Ela praticamente inventou o scat singing, ou seja, usar a voz como um instrumento”, lembra Euclides Marques, músico e curador do Vinilcultura, do Espaço Cultural Uirapuru, em São Paulo, que fará um evento sobre Ella Fitzgerald na próxima quinta (27), com participação de Zuza.
Com Frank Sinatra (1968)

Marques não pensaria duas vezes antes de colocar a Primeira Dama do Jazz como a maior voz de todos os tempos – “e em segundo lugar, Billie Holiday”, brinca. Isso porque, sem dificuldade alguma, Ella conseguia transitar entre os diversos estilos do jazz, fossem as baladas românticas, fosse o bebop, fossem os improvisos em scat singing ou as big bands.

“Era a mais versátil de todas as cantoras. Nenhuma fazia o que ela era capaz de fazer com a voz”, conta Zuza. A versatilidade combinava-se à sua voz espantosa: Fitzgerald tinha uma extensão vocal que abrangia três oitavas, o que significa que ela conseguia ir do agudo ao grave com extrema facilidade. Ao todo, Ella foi premiada com 14 Grammys e recebeu duas medalhas de honra nos Estados Unidos: a Medalha Nacional das Artes e a Medalha Presidencial da Liberdade.

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Com Marilyn Monroe no Club Tiffany, Hollywood

Filme sobre Madonna será produzido


Ainda sem data, diretor, nem elenco, mas inspirada no roteiro Blonde Ambitions, com o roteirista Elyse Hollander, ex-assistente do diretor de "Birdman", Alejandro González Iñárritu, o que se sabe é que a cinebiografia da icônica e maior popstar de todos os tempos, Madonna, será produzido pelos estúdios Universal.

A película narrará o início da vida fonográfica da cantora nos anos 80, o machismo dos bastidores e diversos romances.




Os fatos e números comprovam: o streaming está salvando a indústria musical


Segundo a IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) entre 1999 e 2014 o mercado fonográfico encolheu 40% em seus investimentos.

Porém a partir de 2015 e especificamente em 2016, ela vem se recuperando tendo no último ano um crescimento de 5,9%, o maior desde 1997.

Ainda de acordo com a federação, o responsável pelo tal crescimento é o aumento das assinaturas dos serviços de streaming, tais como Spotify, Apple Music, Deezer, Tidal entre outros, que ganharam mais de 100 milhoes de assinantes premium, subindo em 60,4% os seus investimentos.

Enquanto isso, vendas físicas e downloads caíram 7,6% e 20,5% respectivamente.

Apesar das Taylor Swift da vida, o streaming vem em notável expansão e chegou para ficar, para o bem da música e seu mercado.

Symphony for a Hopeless God - Whyzdom


O metal sinfônico é um estilo que senão tomarmos cuidado ele nos parece um "cavalo paraguaio", ou seja, empolga bastante inicialmente com as grandes canções e álbuns de gigantes do gênero como Epica e Nightwish, encabeçados por grandes músicos e arranjadores tais como Mark Jansen e Tuomas Holopainen, além das musas ao microfone, como Simone Siomons e Floor Jansen, além de também correndo por fora, grandes talentos como Therion, Edenbridge, Xandria, Sirenia, a finada Stream of Passion e algumas outras.

Acontece que o leque de opções vai minguando, nem tanto pelo número de bandas dessa categoria, mas pela mesmice que vão ficando as sonoridades das mesmas, que pelo que venho percebendo desde que comecei a pesquisar melhor o estilo, caem sempre na britadeira contínua e pouco melódica na quase totalidade das músicas, pouquíssima elaboração, mais gritaria, sobretudo o gutural e praticamente sem variações de cadências, tanto dentro de uma mesma música como entre faixas diferentes. Isso sem falar que o tal "sinfônico", que deveria remeter o ouvinte à atmosfera mais erudita, geralmente cai na água com açúcar de uma base de teclado mequetrefe, apenas como pano de fundo para a massaroca das guitarreiras e cantos cavernosos, deixando à prima-dona com a ingratíssima missão de entoar algo melódico.

Pois bem, o bom é quando eu começo a perder as esperanças, me chegou aos ouvidos via Spotify o som da banda francesa Whizdom, mais uma bendita surpresa auditiva, através do álbum de 2015, "Symphony for a Hopeless God", o último lançado e o primeiro com a nova vocalista Marie Mac Leod, a terceira a assumir o microfone.

Este disco trouxe os elementos em crescente escassez no gênero: elaboração, músicas cadênciadas, uma atenção maior ao lirismo e melodia, sobretudo às partes orquestradas, ainda que sendo feitas em sintetizadores.

Três faixas já evidenciam o supracitado: as duas primeiras, "While the Witches Burn" e "Tears of a Hopeless God" e a quarta canção do disco, "Eve's Last Daughter".

A sexta canção "The Mask" é um espetáculo à parte, com direito a solo de baixo do competente Tristan Demurger sequenciado de acordes de violões manuseados pelo chefe, o guitarrista Vynce Leff acompanhado de Régis Morin, também nas seis cordas.

Outro destaque é a oitava música deste trabalho, "Waking Up the Titans", cuja introdução orquestrada dá o tom certo para a excelente música a se desenvolver com as guitarras entoando um riff e sequencia concomitantemente ao coral, eis que chega a voz maviosa da soprano Marie completando todo o processo harmônico.

Para fechar os trabalhos, "Pandora's Tears" nos embala com ritmo lépido, mas sem a britadeira lá de cima. Aqui é música, com plena qualidade, variando o andamento, o canto e felizmente com solo de guitarra presente.

Tão acostumado às bandas da Holanda, Alemanha e dali pra cima, eu nunca suspeitei que a França tivesse tão categórico grupo de tal estilo.

O Whyzdom felizmente me abriu os ouvidos e a atenção para o peso-lírico parisiense.

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Tracklist:

1. While the Witches Burn 06:53
2. Tears of a Hopeless God 06:40
3. Let's Play with Fire 05:51
4. Eve's Last Daughter 05:55
5. Don't Try to Blind Me 04:09
6. The Mask 06:27
7. Asylum of Eden 06:09
8. Waking Up the Titans 07:16
9. Theory of Life 05:18
10. Where Are the Angels 05:17
11. Pandora's Tears 06:42



Dori Caymmi, Edu Lobo, Toninho Horta e Zé Renato em tributo a Luiz Eça


Dori Caymmi conta que desenvolveu sua escrita musical e seu olhar sobre arranjo ao ser copista (o responsável por escrever as partituras) das orquestrações de Luiz Eça. Edu Lobo diz que o álbum “Luiz Eça & Cordas”, de 1965, foi fundamental para que ele se tornasse o compositor que se tornaria ao longo da década de 1960 e depois. Zé Renato lembra de ir com amigos no Chico’s Bar só para sentar ao lado do piano e ver o músico em ação para aprender o que pudesse ali. Toninho Horta afirma que seu violão descende dos caminhos harmônicos e melódicos de Eça. Ou seja, a reverência ao mestre seria natural no tributo “Em casa com Luiz Eça” (Biscoito Fino) encabeçado por Edu, Dori, Zé e Toninho — com lançamento nesta terça-feira, no Teatro Net Rio. Mas a conversa com os artistas mostra que para eles Eça era acima disso (ou ao lado) encarnava um modo de vida marcado pelo prazer da lida com a música.

A casa dele, no Leblon, ficava cheia de amigos o dia inteiro. Tinha a turma que chegava de dia e a que passava por lá à noite. Eu ia de dia para pescar depois — lembra Dori.

À noite ele fazia um macarrão, uma pizza... — rememora Edu. — O talento dele explodia. A gente ficava lá conversando, rindo e aprendendo.

Zé Renato resume:

Esse clima todo acabou indo para o estúdio e para o disco.

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“Em casa com Luiz Eça” foi pensado nesse espírito dos saraus da casa do líder do Tamba Trio. A ideia foi de Igor Eça, seu filho, também presente no disco como baixista — o time se completa com os bateristas Ricardo Costa e Jurim Moreira, o pianista Itamar Assiere e o flautista e saxofonista Mauro Senise.

Tendo o formato do trio como base, com o grupo unido em formações variadas, o disco inclui músicas como “Imagem”, “Búzios”, “The dolphin”, “Tamba” e “Em casa”, que começa com uma gravação caseira de voz e piano do próprio Luiz Eça. Há ainda a canção-tributo “Menino da noite”, melodia de Igor com letra Paulo César Pinheiro. O letrista também assina os versos de “Quase um adeus”. A canção carrega uma história curiosa. Ela teve sua letra original, de Vinicius de Moraes, perdida — o poeta e o pianista decidiram, distraidamente, apertar um cigarro usando o papel no qual a letra havia sido recém-escrita.

Quando liguei para Paulo César Pinheiro, contei para ele a história e pedi uma nova letra, ele se emocionou muito — conta Igor. — Meu pai tinha dito a ele que estava musicando versos seus e, antes que conseguisse mostrar, morreu.

Toninho chama a atenção para a musicalidade espontânea do álbum (quase todo cantado, em versos ou vocalises):

É um disco de instrumentistas que cantam.

O show de lançamento do álbum será gravado para um DVD. Além das músicas do disco, terá outras que marcam encontros dos quatro artistas com Eça, como “Beijo partido” e “Mistérios”.

LANÇAMENTO “EM CASA COM LUIZ EÇA”

ONDE: Teatro Net Rio — R. Siqueira Campos 143 (2147-8060).

QUANDO: Hoje, 21h15m

QUANTO: R$ 35.

CLASSIFICAÇÃO: 12 anos.


segunda-feira, 24 de abril de 2017

São Paulo Trip: Bon Jovi confirmado e link para ingressos


Com a confirmação de Bon Jovi mais atração convidada (ainda em suspense) o mi-festival São Paulo Trip, que dar-se-á entre os dias 21 e 26 de setembro próximo ficou assim:

Dia 21 de setembro: The Who, Alter Bridge e The Cult
Dia 23 de setembro: Bon Jovi, The Kills
Dia 24 de setembro: Aerosmith e Def Leppard
Dia 26 de setembro: Guns N' Roses e Alice Cooper


Ingressos:


Roger Waters e cineasta pedem que Radiohead cancele show em Israel


O eterno líder floydiano e o cineasta Ken Loach estão entre os quase 50 artistas que assinaram uma carta divulgada nesta segunda-feira para pedir ao grupo Radiohead que cancele o show que está programado para o meio deste ano em Israel.

Músicos, atores, roteiristas e outros artistas, reunidos na organização "Artists For Palestine UK", pedem ao Radiohead que "pensem de novo" antes de continuar com sua apresentação em um país "que impõe um 'apartheid' aos palestinos".

No dia 19 de julho, uma apresentação do Radiohead está marcada para o parque Yarkon, em Tel Aviv, dentro de uma turnê que antes os levará a Estados Unidos, Noruega, Suécia, Dinamarca, Itália, Reino Unido, Polônia, Bélgica e França, entre outros países.

"Já que o Radiohead faz campanha pela liberdade dos tibetanos, perguntamos por que rejeitariam uma petição para defender outro povo sob ocupação estrangeira", diz o texto publicado pela Artists For Palestine UK.

O prêmio Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu também se uniu à iniciativa com uma mensagem na qual afirma que cancelar o show em Tel Aviv representaria "um pequeno passo para pressionar Israel, a fim de que acabe com a violação de direitos básicos e das leis internacionais".

Fonte: G1


Saiu a programação com os horários dos shows do Maximus Festival, Veja!

Local: autódromo de Interlagos - São Paulo.

Epica anuncia turnê conjunta com o Lacuna Coil


A princípio, a turnê The Ultimate Principle, das bandas de belas frontwomen percorrerá somente os Estados Unidos.

Veremos se nessa turnê a faixa-título do álbum "The Holographic Principle" poderá enfim ser vista ao vivo.

Aguardemos... 

Sai uma reunião do Genesis?


Perguntado sobre uma possível reunião com seus antigos colegas, Phil Collins e Tony Banks a fim de comemorar 50 anos de Genesis, o guitarrista Mike Rutherford declarou:

“Somos bons amigos, então, quem sabe? Quando Phil anunciou que estava se aposentando, não tivemos mais vontade de continuar. Mas, agora, ele está de volta à ação”.

Mas Genesis sem Gabriel é como cachorro-quente sem salsicha.

Xstream; o futuro streaming de Neil Young


Neil Young está se preparando para lançar um novo serviço de streaming de alta definição, chamado Xstream, uma continuação da busca do astro canadense por um som digital de alta qualidade, a qual ele deu início com o projeto do player Pono.

Em uma postagem na sessão de membros do site do Pono, Young detalhou a nova plataforma, e também fez alguns comentários sobre os aspectos do Pono que Young espera melhorar para o Xstream.

“Já faz quase cinco anos desde que começamos a campanha do Pono no SXSW para oferecer um player e plataforma de download que pudesse contemplar meu sonho de levar até vocês uma experiência musical única pelo preço cobrado”, escreveu ele. “Graças aos nossos apoiadores, clientes e amigos muito bons, entregamos a promessa. Vendemos dezenas de milhares de players, todas as unidades que fizemos.”

Young continuou: “Mas, apesar do sucesso, não fiquei satisfeito. Tive que enfrentar muitas críticas pelo alto custo da música entregue do jeito que toda música deveria, em resolução completa e não depauperada. Não tive controle sobre os preços, mas fui eu quem sentiu as críticas, porque fui o rosto disso. E eu basicamente concordo com as críticas. Música não deve ser precificada deste jeito.”

O Pono enfrentou um entrave em 2016, quando a Omnifone, loja de download parceria, foi “comprada e fechada sem aviso pela Apple”. Young e a equipe do Pono tentaram reconstruir a loja online, mas o preço necessário para os downloads de alta qualidade tornaram o custo inviável, especialmente considerando o desejo de Young de manter os preços acessíveis.

Em entrevista recente à Rolling Stone EUA, Young já havia indicado que levaria a visão do Pono para longe da loja de download e player de música e chegaria mais próximo do streaming, apesar de previamente ter dito, em julho de 2015: “Streaming é uma merda. Tem a pior qualidade de áudio da história.”

A mudança de pensamento dele aconteceu depois de muito esforço para encontrar investidores dispostos a se comprometerem com dinheiro em uma empresa de download de alta qualidade, enquanto o streaming está praticamente dominando a indústria musical. Com o Pono off-line, Young busca dar sequência ao projeto para “entregar música de qualidade sem preços elevados e levá-la a um público maior.”

“Este esforço nos levou à tecnologia desenvolvida pela Orastream, uma pequena companhia em Cingapura com a qual estamos trabalhando”, seguiu no post o canadense. “Juntos, criamos Xstream, a próxima geração de streaming, uma plataforma adaptável que varia conforme a conexão disponível. É absolutamente incrível porque é capaz de reproduzir com a alta resolução completa.”

Em julho de 2015, Young tirou a grande maioria do catálogo dele dos serviços de streaming de música, como Apple Music e Spotify, e na época lamentou a qualidade das plataformas. Entretanto, 16 meses depois, a obra de Young repentinamente voltou aos maiores serviços, logo antes do lançamento do disco Peace Trail (2016). É incerto se Young vai novamente retirar o catálogo quando o Xstream estrear.

“Quero que saibam que ainda estou tentando levar a vocês a melhor música possível, por um preço razoável, a mesma mensagem que levamos a vocês cinco anos atrás”, concluiu Young. “Não sei se vamos ter sucesso, mas isso é tão importante para nós quanto sempre foi.”