sexta-feira, 3 de março de 2017

Os 100 anos da primeira gravação de jazz



O gênero jazz surgiu em meados de 1890 e 1900, mas a primeira gravação do estilo aconteceu apenas no dia 26 de Janeiro de 1917. Mas é importante dissecar as raízes do estilo antes de abordar a primeira gravação.

Apesar de muitos afirmarem que o jazz nasceu em Nova Orleans, é impossível dizer onde ele começou. O jazz pairava no ar ao mesmo tempo em diversas cidades. Formas semelhantes de se tocar eram desenvolvidas em Dallas, St. Louis, Memphis e em outras cidades do sul e centro-oeste dos Estados Unidos. É mais coerente dizer que Nova Orleans foi a cidade mais importante para o surgimento do jazz.

Pode-se também afirmar que o jazz nasceu de um estilo musical chamado ragtime. O gênero foi criado pelos afro-americanos da cidade de St. Louis. Mas a essência do estilo já está contida no nome: ragged time, ou seja, tempo quebrado. Ao tocarem marchas militares para piano, como as criadas por John Philip Sousa, os músicos negros acrescentavam batidas de baixo nos tempos 1 e 3 com a mão esquerda, enquanto nos tempos 2 e 4, faziam os acordes e melodias mais sincopadas na mão direita. Ou seja, uniam os tempos de um jeito mais dançante. Compare abaixo uma música de John Philip Sousa e do rei do ragtime, o grande Scott Joplin, para ouvir melhor a diferença.

John Philip Sousa

Scott Joplin

Com o ragtime, surgiu o chamado jazz de Nova Orleans. Sua principal característica é possuir três linhas melódicas diferentes. Elas são tocadas, normalmente, por um trompete, um trombone e um clarinete. E isso só aconteceu devido ao grande caldeirão de povos e culturas que existia na cidade. Franceses e espanhóis dividiam espaço com os descendentes de negros escravos trazidos da África. E, apesar do alto nível de racismo no país, esses grupos se juntavam de forma relativamente tolerante e sem hierarquias no Storyville, famoso quarteirão de prostíbulos da cidade. E foi lá que esses grupos se juntaram para começar a tocar nestes estabelecimentos. Assim, misturaram os ritmos africanos e as canções de campo (worksongs) dos negros com marchas militares, balés franceses e danças espanholas para formar o jazz de Nova Orleans.

Como os negros ainda eram deixados de lado por causa do racismo, apenas os grupos formados por euro-americanos faziam mais sucesso. Dessa forma, nasceu a Original Dixieland Jass Band (ODJB). Sim, no começo era Jass mesmo, não jazz. Dizem que o nome vem de uma abreviação de jasmine, ou jasmim, o cheiro do perfume das prostitutas que trabalhavam em Storyville e onde surgiram os primeiros grupos de jazz. Depois, para deixar o nome mais “limpo”, mudaram para a grafia que estamos acostumados.

Apesar de gravado em fevereiro, o disco foi lançado apenas em maio do mesmo ano, contendo duas músicas: “Dixie Jass Band One Step” e “Livery Stable Blues”. O vinil foi lançado em 78 rotações e com o preço de 75 centavos de dólar, e ultrapassou a marca de 1 milhão de cópias vendidas.

A gravação pode soar estranha nos dias de hoje, pois não existiam microfones elétricos na época. Ela foi gravada num gramofone, uma espécie de corneta ligada a uma agulha. Ao tocar o som, a agulha vibra e cria as pequenas ranhuras no disco para ouvirmos depois. Mas naquela época, os discos não eram feitos de vinil, e sim de cera ou goma laca. Além disso, a música é um pouco repetitiva e parece não ter um clímax. Abaixo, podemos ouvir uma regravação da Original Dixieland Jazz Band (depois, assumiram a grafia com dois zês), em 1936, que mostra o processo de gravação do disco.

LIVERY STABLE BLUES

E assim, a gravação ultrapassou os limites musicais e conquistou uma importância sociocultural. Foi essencial para cunhar o termo jazz e popularizar o estilo no mundo todo, além de influenciar músicos como Louis Armstrong e Benny Goodman. Foi responsável também pelo surgimento da discografia, ou seja, a ordem cronológica de se guardar informações musicais para o mundo.

Mais do que isso, a gravação ajudou a espalhar a música como forma de expressão e retrato de uma época. E isso é o maior legado que se pode ter.

LADO A

LADO B

Fonte: TMDQA

Filha de Stevie Wonder seguirá os passos de seu pai



Sophia Morris, uma das filhas do músico americano Stevie Wonder, anunciou nesta sexta-feira em Montevidéu que seguirá os passos de seu pai como cantora.

Isso implicará, segundo a artista, em sua imersão no mundo do espetáculo e inclusive na possibilidade de participar de algum concerto junto a seu pai.

"Estou lançando minha carreira musical passo a passo, mas também é importante, antes de mais nada, minha contribuição à sociedade e compartilhar minhas experiências com as pessoas ao fazer música", disse Morris por ocasião de um visita à sede do Ministério do Turismo uruguaio.

A jovem está no Uruguai para realizar atividades de uma fundação criada por seu pai, que se dedica a trabalhar com pessoas que sofrem de incapacidade visual.

O ministro de Turismo interino, Benjamin Liberoff, que recebeu a cantora, expressou sua "satisfação" por receber esta celebridade, que viajou ao Uruguai para conhecer as experiências desenvolvidas não só em relação aos temas da fundação, mas também com o desenvolvimento nacional e as possibilidades turísticas.

Morris explicou que a ideia da fundação é gerar interações com "indivíduos respeitáveis" da literatura, música e arte para garantir que as pessoas "estejam inspiradas e alcancem oportunidades frente a frente" para realizar seus sonhos.

"É tudo pelas crianças e pela juventude e avançar rumo ao futuro com os jovens", acrescentou.

Sophia também disse ficaria muito feliz em poder coordenar no futuro próximo um concerto de seu pai no país sul-americano e que apesar de não pode "dizer sim ou não" a isso, acredita que em breve isso poderá ocorrer.

Stevie Wonder é portador de cegueira desde seu nascimento, no entanto, isso não o impediu de tocar uma grande quantidade de instrumentos, como piano, bateria, baixo, entre outros, e ser um dos músicos mais reconhecidos nos Estados Unidos, além de ter vendido milhões de discos no mundo todo.

Fonte: UOL MÚSICA

Metallica divulga vídeo com imagens de ensaio com Lady Gaga para o Grammy



O Metallica fez upload de imagens de vídeo do ensaio geral da banda com a estrela Lady Gaga para a apresentação no Grammy Awards deste ano.

Na legenda que acompanha o vídeo, o grupo inseriu: "Antes que os microfones pifassem na TV ao vivo, tínhamos um ensaio #GRAMMYs com Lady Gaga que estava no FOGO!"

Após a famigerada apresentação, o líder Lars Ulrich, empolgado que só, declarou querer fazer de Gaga um quinto elemento do grupo em projetos vindouros.

ASSISTA AQUI

Leia mais:
Metallica: Lady Gaga, futura frontwoman?

Brian May e Kerry Ellis lançarão novo álbum



"Golden Days" é o nome do terceiro álbum da dupla bretã May/Ellis que chegará em 7 de abril próximo, contendo as seguintes canções:

01. Love In A Rainbow
02. Roll With You
03. Golden Days
04. It’s Gonna Be All Right
05. Amazing Grace
06. One Voice
07. If I Loved You
08. Born Free
09. Parisienne Walkways
10. I Who Have Nothing
11. The Kissing Me Song
12. Story Of A Heart
13. Can’t Help Falling In Love

A dupla trabalhou junta anteriormente em 2010 no álbum de Kerry Ellis "Anthems", produzido pelo guitarrista do Queen e em 2013 no projeto acústico da atriz-cantora "Acoustic by Candlelight", com participação de Brian, que originou também um Blu-ray/DVD, que pode ser adquirido AQUI e AQUI.


Helloween em Porto Alegre



Além dos dois concertos confirmados para São Paulo, nos dias 28 e 29 de outubro, a banda Helloween apresentará sua World Tour 2017/2018 na capital gaúcha no dia 31 de outubro próximo, no Pepsi On Stage.

Maiores informações em breve.

"The Fall Of A Rebel Angel" - Enigma



Para começar, devo dizer que um lado ótimo de serviços de streaming como o Spotify é navegar por ele e encontrar obras de artistas que há muito não se ouvia ou se sabia ter lançado algo novo.

Foi o que aconteceu comigo hoje, ao pesquisar por Enigma, encontrei este lançamento que ouvi, gostei e resolvi escrever umas palavras. Leia a seguir:

Após oito anos de hiato, sem lançar nenhum material inédito desde 2008 com o ótimo álbum "Seven Many Faces", o compositor, produtor, arranjador e multi instrumentista alemão, Michael Cretu, ao trabalhar por quatro num musical sobre o filme "Metropolis" (1927), resolveu usar todo o conceito musical para criar um novo álbum do Enigma, o seu oitavo.

Cretu quis realizar um recomeço e tomou por base o conceito do número 8, oitavo álbum, oito anos após o sétimo e uniu-se ao ao letrista e tradutor alemão e seu xará, Michael Kunze para realizarem o projeto que contou também com o ilustrador Wolfgang Beltracchi para a capa e imagens promocionais.

Assim nasceu "The Fall Of A Rebel Angel", lançado em 11 de novembro do ano passado. Um bom álbum conceitual dividido em 12 canções-capítulos baseadas numa jornada de um homem que parte rumo à redenção, embebido em sexualidade, questões de fé e morte, tudo muito bem banhado à surealismo sonoro, psicodelia e ótimos arranjos eletronicos de Cretu.

"The Fall Of A Rebel Angel" contou com quatro músicos convidados, dentre eles o compositor brasileiro Mark Josher, além da cantora indonésia Anggun, Nanuk como voz feminina e a dupla de eletro-pop Aquilo.

O Enigma continua trazendo os bons elementos que o consagraram desde o álbum de estreia, "MCMXC a.D.", permeando a linguagem sacro-profana-eletrônica regada à New Age Music, tonalidades progressivas e sensuais, exponecialmente sentida nos vocais femininos.

Neste álbum, destaco as canções "The Omega Point", "The Die is Cast", "Mother", "Sadness (part II)", "Oxigen Red" e "Amen".

OUÇA AQUI

COMPRE AQUI

Tracklist:

01 Circle Eight
02 The Omega Point
03 Diving
04 The Die Is Cast
05 Mother
06 Agnus Dei
07 Sadeness (Part II)
08 Lost In Nothingness
09 Oxygen Red
10 Confession Of The Mind
11 Absolvo
12 Amen

Assista ao primeiro videoclipe da carreira de Elza Soares



Pela primeira vez em sua extensa carreira, a divina cantora Elza Soares lança um videoclipe.

A música escolhida para tal não poderia ser outra que não a faixa-título de seu último, estupendo e premiado álbum, "A Mulher do Fim do Mundo" (2015), composição de Romulo Fróes e Alice Coutinho, inspirada no poema "Metade Pássaro", de Murilo Mendes.

A direção ficou a cargo da cinesta Paula Gaitán e a produção por Erik Rocha.

No elenco: Grace Passô, Mafalda Pequenino, Rene Castillo Ferrer e Daniel Passi, além da própria Elza Soares.

ASSISTA AQUI

Q Magazine: os álbuns de estreia que mudaram o curso da música



Confira abaixo, em ordem cronológica, os 113 álbuns que mudaram a história da música, segundo a edição 370 da revista Q Magazine que chegará em abril nas bancas.

• Elvis Presley – Elvis Presley – 1956
• Gene Vincent And His Blue Caps – Bluejean Bop! – 1956
• Johnny Burnette – Johnny Burnette & The Rock ‘N’ Roll Trio – 1956
• Little Richard – Here’s Little Richard – 1957
• Chuck Berry – After School Session – 1957
• Buddy Holly & The Crickets – The “Chirping” Crickets – 1957
• Jerry Lee Lewis – Jerry Lee Lewis – 1958
• Bo Diddley – Bo Diddley – 1958
• Howlin’ Wolf – Moanin’ In The Moonlight – 1958



• Billy Fury – The Sound Of Fury – 1960
• The Beatles – Please Please Me – 1963
• The Who – My Generation – 1965
• The Byrds – Mr Tambourine Man – 1965
• Jimi Hendrix Experience – Are You Experienced – 1967
• The Velvet Underground – The Velvet Underground & Nico – 1967
• Pink Floyd – The Piper At The Gates Of Dawn – 1967
• The Doors – The Doors – 1967
• Leonard Cohen – Songs Of Leonard Cohen – 1967
• The Band – Music From Big Pink – 1968
• The Stooges – The Stooges – 1969
• Nick Drake – Five Leaves Left – 1969
• King Crimson – In The Court Of The Crimson King – 1969



• Black Sabbath – Black Sabbath – 1970
• Steely Dan – Can’t Buy A Thrill – 1972
• Neu! – Neu! – 1972
• Roxy Music – Roxy Music – 1972
• New York Dolls – New York Dolls – 1973
• Patti Smith – Horses – 1975
• The Modern Lovers – The Modern Lovers – 1976
• The Clash – The Clash – 1977
• Talking Heads – Talking Heads: 77 – 1977
• Cheap Trick – Cheap Trick – 1977
• Sex Pistols – Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols – 1977
• Elvis Costello – My Aim Is True – 1977
• Television – Marquee Moon – 1977
• Wire – Pink Flag – 1977
• Van Halen – Van Halen – 1978
• Kate Bush – The Kick Inside – 1978
• Siouxsie And The Banshees – The Scream – 1978
• The Slits – Cut – 1979
• Madness – One Step Beyond – 1979
• Joy Division – Unknown Pleasures – 1979
• The Specials – The Specials – 1979



• The Associates – The Affectionate Punch – 1980
• Dexys Midnight Runners – Searching For The Young Soul Rebels – 1980
• Soft Cell – Non-Stop Erotic Cabaret – 1981
• Haircut 100 – Pelican West – 1982
• Orange Juice – You Can’t Hide Your Love Forever – 1982
• R.E.M. – Murmer – 1983
• Wham! – Fantastic – 1983
• Aztec Camera – High Land, Hard Rain – 1983
• Metallica – Kill ‘Em All – 1983
• Cybotron – Enter – 1983
• The Blue Nile – A Walk Across The Rooftops – 1984
• The Jesus And Mary Chain – Psychocandy – 1985
• Whitney Houston – Whitney Houston – 1985
• Pet Shop Boys – Please – 1986
• Pixies – Come On Pilgrim – 1987
• Happy Mondays – Squirrel & G-Man Twenty Four Hour Party People – 1987
• Guns N’ Roses – Appetite For Destruction – 1987
• Public Enemy – Yo! Bum Rush The Show – 1987
• My Bloody Valentine – Isn’t Anything – 1988
• De La Soul – 3 Feet High And Rising – 1989
• Nirvana – Bleach – 1989
• The Stone Roses – The Stone Roses – 1989



• The La’s – The La’s – 1990
• A Tribe Called Quest – People’s Instinctive Travels And The Paths Of Rhythm – 1990
• Hoodlum Priest – Heart Of Darkness – 1990
• Massive Attack – Blue Lines – 1991
• Saint Etienne – Foxbase Alpha – 1991
• Smashing Pumpkins – Gish – 1991
• Pavement – Slanted And Enchanted – 1992
• PJ Harvey – Dry – 1992
• Aphex Twin – Selected Ambient Works 85-92 – 1992
• Red House Painters – Down Colorful Hill – 1992
• Manic Street Preachers – Generation Terrorists – 1992
• Rage Against The Machine – Rage Against The Machine – 1992
• Palace Brothers – There Is No-One What Will Take Care Of You – 1993
• Suede – Suede – 1993
• Wu-Tang Clan – Enter The Wu-Tang (36 Chambers) – 1993
• Nas – Illmatic – 1994
• Oasis – Definitely Maybe – 1994
• Jeff Buckley – Grace – 1994
• Weezer – Weezer – 1994
• Portishead – Dummy – 1994
• The Chemical Brothers – Exit Planet Dust – 1995
• Goldie – Timeless – 1995
• Supergrass – I Should Coco – 1995
• DJ Shadow – Endtroducing – 1996
• Missy Elliott – Supa Dupa Fly – 1997
• Air – Moon Safari – 1998
• Boards Of Canada – Music Has The Right To Children – 1998



• Sugababes – One Touch – 2000
• The Strokes – Is This It – 2001
• The Libertines – Up The Bracket – 2002
• Interpol – Turn On The Bright Lights – 2002
• Dizzee Rascal – Boy In Da Corner – 2003
• Kanye West – The College Dropout – 2004
• Scissor Sisters – Scissor Sisters – 2004
• Arcade Fire – Funeral – 2005
• LCD Soundsystem – LCD Soundsystem – 2005
• Arctic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not – 2006
• Burial – Burial – 2006
• Bon Iver – For Emma, Forever Ago – 2007
• Vampire Weekend – Vampire Weekend – 2008
• Lady Gaga – The Fame – 2008
• La Roux – La Roux – 2009
• Nicki Minaj – Pink Friday – 2010



• James Blake – James Blake – 2011
• The Sound Of Arrows – Voyage – 2011
• Disclosure – Settle – 2013
• Lorde – Pure Heroine – 2013
• FKA Twigs – LP1 – 2014

Roger Waters: data de lançamento e prévia de "Is This the Life We Really Want?"



Roger Waters revelou a data de lançamento de seu vindouro álbum de estúdio "Is This the Life We Really Want?". Será no dia 19 de maio próximo.

O eterno líder floydiano soltou também uma prévia do trabalho que você pode CONFERIR AQUI.

Aguardemos ansiosos...

Nirvana: "Nevermind" chega a 350 semanas na parada Billboard 200



Álbum que lançou o Nirvana às alturas e o maior registro fonográfico do universo grunge, "Nevermind" vendera 5000 cópias na semana que se completou no dia 23 de fevereiro último, totalizando 350 semanas na parada americana Billboard 200, configurando-se como a oitava maior sequência da história.

A anos-luz de distância, o magnânimo "The Dark Side of The Moon", do Pink Floyd segue absoluto com 927 semana na respectiva parada.

Destroyer Cola, a Coca-Cola do KISS



Não estou dizendo que o marketing de Simmons, Stanley e cia não tem limites?

Agora chegou a Destroyer Cola, o novo refigerante dos mascarados em parceria com a Rocket Fizz, contendo segundo o anúncio, "a mais pura cana-de-açúcar".

A distribuição terá o alcance mundial muito em breve.

Até a próxima kissinvenção...

quinta-feira, 2 de março de 2017

Red Hot Chili Peppers adia shows devido à saúde de Anthony Kiedis



Devido a problemas de bronquite de seu frontman, Anthony Kiedis, o Red Hot Chili Pepper achou por bem adiar os três shows que faria nesta semana, devendo voltar às atividades na terça-feira próxima em Los Angeles.

A banda excursiona promovendo seu recente álbum "The Getaway" e desembarcará por aqui em setembro para o Rock in Rio.

Shakira é processada por plágio



Um tribunal de Madri aceitou uma denúncia contra a estrela pop Shakira e o cantor colombiano Carlos Vives pelo suposto plágio da música "La bicicleta" (ouça aqui). A ação foi aberta pelo cubano Liván Rafael Castellano Valdés, que afirma que os artisitas copiaram partes de sua canção "Yo te quiero tanto", de 1997.

O cubano argumenta que, no final do ano passado, enviou a Vives, através da Sony ATV, "uma demonstração" de sua música para que cantasse, mas o colombiano decidiu reproduzir "um fragmento" sem sua autorização. Em "La bicicleta", Shakira e Vives cantam: "Que te sueño y te quiero tanto". A música de Liván diz: "Yo te quiero, yo te quiero tanto".

A denúncia foi interposta pela editora e representante do cubano, MDRB (Maryla Dianik Romeu) Music, e atinge, além de Shakira e Vives, a Sony Music Latin, Sony Music Entertainment, Sony ATV Publishing holdings Spain, EMI Music Publishing Spain e o produtor Andrés Eduardo Castro.

Fontes da Sociedade Geral de Autores e Editores (SGAE) informaram à agência Efe que, perante a denúncia, o órgão decidiu suspender o pagamento das quantias que lhe correspondem por direitos autorais. A partir de agora, processados e litigantes terão 20 dias para apresentar os documentos e provas em defesa de suas respectivas atuações.

O tema "La bicicleta", registrado por Vives e Shakira e produzido por Andrés Castro, começa com cumbia colombiana e termina com reggaeton. A música ganhou o Grammy Latino de melhor canção em 2016 e vendeu no mundo mais de 210 mil cópias.

Fonte: G1

Viúva de Lou Reed doou enorme coleção à biblioteca de Nova Iorque



Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira pelo "The New York Times", Laurie Anderson, viúva do cantor, compositor e mito do rock Lou Reed, falecido em 2013, doou à Biblioteca Pública de Nova York, uma enorme coleção de papéis, fotografias e gravações — mais de 600 horas de fitas demo e de gravações de shows e mesmo leituras de poesia — que se estende por grande parte da carreira de Reed.

A doação foi anunciada pela Biblioteca na própria quinta, data em que o artista teria completado 75 anos de idade. Ainda segundo o "NYT", o conteúdo será disponibilizado a todos os visitantes da Biblioteca de Artes Cênicas, no Lincoln Center, logo que esteja totalmente catalogado e preparado, o que levará pelo menos um ano.

"Eu realmente não queria que isso tudo desaparecesse em um arquivo em que as pessoas tivessem que usar luvas brancas para consultar. Eu queria que as pessoas vissem o quadro inteiro", disse Anderson, que pensou inicialmentre em disponibilizar o material on-line.

O arquivo oferece vislumbres da vida de Reed como uma figura cultural do primeiro time. Há uma carta de 1993 em que o diretor Martin Scorsese escreve sobre o elenco de um projeto de filme que acabou não dando certo.

Há também a correspondência do cantor com Vaclav Havel, dramaturgo dissidente e presidente da República Tcheca, que ajudou a espalhar o evangelho subversivo do grupo de Reed, o Velvet Underground, nos dias sob o jugo soviético. Depois de visitar Praga em 1990, onde se apresentou com músicos tchecos que conheciam o seu repertório de cor, Reed escreveu a seu novo amigo em um fax: "Eu não poderia ter imaginado essa cena e repeti-la em minha mente."

No meio de tudo, há também resmas de papéis legais e a contabilidade mundana de uma vida na estrada: as notas fiscais de um sanduíche no hotel Hilton de Tóquio e de um tape deck comprado de uma loja de eletrônica em Phoenix. No entanto, mesmo esses detalhes, disse Laurie Anderson, mostram um lado importante de Reed:

"A imagem que as pessoas tinham de Lou era esse cara durão, de jaqueta de couro cantando canções realmente transgressivas. Por outro lado, ele estava guardando todos os recibos da turnê."

Há também, entre a papelada, poemas líricos, poesia inédita e notas extensas sobre o tai chi, a paixão de terra de Reed em seus últimos anos de vida. Há, no entanto, pouca documentação do período no Velvet Underground. Parte desse material pode ter sido perdido ou estar em coleções particulares.

Mas o material que provavelmente mais surpresas trará para fãs e estudiosos, segundo o "NYT", é a coleção de registros em áudio e vídeo. Existem milhares de gravações em formatos que refletem a evolução da indústria da música ao longo de meio século, desde fitas cassete até fitas de áudio digitais e, finalmente, discos rígidos de computador.

As gravações vão até os primeiros dias da carreira de Reed em Nova York, em meados da década de 1960, quando ele estava começando o que se tornaria o Velvet Underground e trabalhando como compositor para a gravadora Pickwick. Uma fita captou Reed tocando uma versão acústica reverente de "Don't think twice, It's alright", Bob Dylan.

Há mistérios nas fitas. Um rolo de gravações do Velvet Underground tem notas manuscritas como "delicioso" e "gasolina" que pode ser do empresário da banda e mito das artes plásticas Andy Warhol, informou Don Fleming, o arquivista que Laurie Anderson contratou para analisar o arquivo antes de entregá-lo à biblioteca. Em maio de 1965, Reed enviou para si mesmo uma fita de cinco polegadas. A caixa permanece fechada e o está na fita é desconhecido.

Fonte: O GLOBO


Assista ao novo clipe da Lorde



Após lançar seu álbum de estreia "Pure Heroine" em 2013, atingindo o estrelato com apenas 16 anos de idade, a neozelandesa Lorde acaba de lançar o videoclipe da música "Green Light", que integrará seu vindouro segundo álbum entitulado "Melodrama",

ASSISTA AQUI

"Eu estou muito orgulhosa dessa música. É diferente, e meio que inesperada. É complexa e engraçada e triste e alegre e vai te fazer dançar...
..."É o primeiro capítulo de uma história que eu vou contar a vocês, a histórias dos loucos e fluorescentes dois últimos anos da minha vida. É aqui que começamos",
explicou a cantora.

Yngwie Malmsteen anuncia turnê pela América do Norte



O virtuoso guitarrista sueco Yngwie Malsteen levará sua marcante presença de palco para uma série de concertos em torno da América do Norte nos próximos meses.
Ele anunciou sua turnê "World on Fire", que fará com sua banda de apoio executando peças de toda a sua carreira musical, sobretudo o  seu mais recente trabalho "World on Fire".
Malmsteen esteve pela última vez nos Estados Unidos em 2016 na turnê "Generation Ax" ao lado de Steve Vai, Zakk Wylde, Nuno Bettencourt e Tosin Abasi. Agora ele está pronto para incendiar os palcos novamente, com datas que começam em 5 de maio próximo em Sayreville, N.J. no Starland Ballroom.

Veja as datas:

5/5   — Sayreville, N.J. — Starland Ballroom
10/5 — New York, N.Y. — Gramercy Theatre
11/5 — Newton, N.J. — Newton Theatre
16/5 — Montreal, Quebec — Corona Theatre
20/5 — Covington, Ky. — Madison Theatre
21/5 — St. Charles, Ill. — Arcada Theatre
23/5 — Denver, Colo. — Summit Music Hall
28/5 — San Diego, Calif. — House of Blues
1/6 — Santa Ana, Calif. — The Observatory
2/6 — Beverly Hills, Calif. — Saban Theatre
4/6 — Ventura, Calif. — Majestic Ventura Theatre
6/6 — Tucson, Ariz. — Rialto Theatre
9/6 — Dallas, Texas — Gas Monkey Live!
10/6 — Houston, Texas — White Oak Music Hall

Aguardemos por datas aqui pela América do Sul.

Rememorando: Black Sabbath - a essência Iommi e vocalistas à parte



Sequenciando a série semanal que traz de volta meus textos de outrora, hoje selecionei as palavras que escrevi no tempo do blog Free Four e que foram publicadas no site Whiplash.net em 2014 sobre o Black Sabbath e especialmente, Tony Iommi.

Leia abaixo:

A essência Iommi e vocalistas à parte.

Recentemente o guitarrista da banda Black Label Society e ex da banda solo de Ozzy Osbourne, Zakk Wylde declarou não considerar a fase do vocalista Ronnie James Dio no Black Sabbath como sendo Black Sabbath, segundo ele "o som soa outra coisa, mas não como Sabbath", se referindo sobretudo ao álbum Heaven and Hell.

Pois bem, adoro Ozzy e Dio, assim como admiro Zakk, mas,...

Se vou falar de Black Sabbath, devo me ater primeiramente ao que o define peculiarmente, ou seja, a sonoridade "sabática", e convenhamos, essa quem pontua é Mr. Tony Iommi.

E me refiro a quaisquer fases da banda, do primeiro com o nome da banda ao 13, incluindo o citado por Zakk Wylde.

Algumas ponderações:

A idéia citada pela banda de que a proposta inicial era fazer música de terror, uma vez que se as pessoas pagavam para se assustar nos filmes, certamente iriam gostar de músicas que as assustassem, foi seguida à risca na minha opinião por Iommy em toda a carreira, e vale lembrar que ele é o único membro sempre presente na história do grupo.

Claro que Ozzy contribuiu demais para o clima lúgubre que a banda emanou e a remeteu ao sucesso, ele foi um pioneiro no marketing do "terror-musical", dotado de um carisma ímpar, que se exige para um frontman, fazia as impostações e gritos macabros que definiram os rumos do Black Sabbath.

Dio chegou no BS não menos "demoníaco", cantando músicas como a própria "Heaven and Hell", "Voodoo" "The Sign Of The Southern Cross", e ainda popularizou no meio a mão chifrada, símbolo do Heavy Metal até hoje.

Consideremos a supra citada "The Sign Of The Southern Cross" por exemplo: ela não parece Black Sabbath? Com aquele riff que nos dá vontade de apagar as luzes e acender umas velas?

Uma das coisas mais geniais de Tony Iommi é que ele consegue dar um enorme peso à música, sem ter que acelerá-la, o que observamos nessa música em questão.

Até mesmo na microfase com Ian Gillan, o Black Sabbath é bem Sabbath nos intróitos "Stonehenge" e "The Dark" que nos remetem a "Disturbing The Priest"(nome mais Black Sabbath, impossível) e "Zero The Hero" respectivamente.

E me arrisco a ir mais além: em Headless Cross, com o apedrejado vocalista Tony Martin, a música "When Death Calls"é uma obra prima no tocante à guitarra "Iommica", com trechos lento-pesados, e uma acelerada que dá o tom pauleira.

Enfim, onde existir Tony Iommi, existirá Black Sabbath.





AUMENTE BEM O SOM!

Ouça a nova música do Coldplay



A Banda Coldplay divulgou hoje um lyric video da música "Hypnotised", que integra o vindouro EP "Kaleidoscope" que chegará no dia 2 de junho próximo, contendo cinco faixas.

OUÇA AQUI

Baixista é o mais importante numa banda



O GuitarWorld.com publicou um estudo registrado na Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos em que o papel do baixista é considerado o mais importante em uma banda. A pesquisa foi realizada pela McMaster University, de Hamilton, Ontario. Nela, os participantes ouviam sons em tons altos e graves simultaneamente. Em algum momento, um dos tons fugia do ritmo. A conclusão foi que o ouvinte identificava os graves que saíam da linha com mais facilidade, indicando uma melhor cronometragem de codificação.

“O efeito de superioridade de baixa voz para o tempo de codificação explica a prática musical difundida de levar ritmo em instrumentos de baixo-faixa”, afirmam os autores do estudo, “e complementa os efeitos de superioridade previamente estabelecidos de alta voz para melodia”. Ou seja, se você toca Rock, Metal, Blues, Jazz ou qualquer outro estilo que valorize o aspecto rítmico, as pessoas são propensas a se guiar pelo groove do baixo. O estudo pode ser lido (em inglês) aqui.

Uma saudação especial aos quatro baixistas que integram a Confraria Floydstock.

Fonte: VAN DO HALEN

Marco Hietala excursionará com o Delain



O baixista do Nightwish, Marco Hietala, de férias com seu grupo após longa turnê bem sucedida, anunciou que fará seis apresentações na Europa pela Danse Macabre Tour da banda neerlandesa Delain, entre 26 de outubro e 1º de novembro próximo. Hietala é um convidado recorrente e de longa data do grupo.

A banda promete um setlist especialíssimo com uma série de canções inéditas em shows.

"Foi um rio que passou em minha vida"... e segue passando...



Ontem o G.R.E.S. Portela derrubou uma escrita de 47 anos sem título do carnaval carioca.

Sim, 47 visto que o título de 1984 dado como referência para o último campeonato fora na verdade um meio-título, num ano em que se consagrou uma vencedora por dia de desfile e a Mangueira como Supercampeã no geral.

Bom, mas o que importa mesmo é que a grande campeã voltou. Agora terão que mudar a letra do samba-enredo de 1991 que dizia "...21 vezes campeã do carnaval..." para 22 vezes, num dos mais bonitos sambas de auto-exaltação.

Como bem disse o presidente da Escola, Luís Carlos Magalhães, em entrevista à Rede Globo logo após o fim da apuração, "a vitória da Portela é ótimo não só para a Portela, mas para todas as co-irmãs, para o carnaval carioca e para a cultura brasileira, pois se a Portela fica forte, todas fica, o carnaval fica e a cultura fica."

O grande cantor e compositor Paulinho da Viola comentou o fato de sua canção "Foi um rio que passou em minha vida" ter inspirado o enredo que retratou os rios do mundo e o rio da própria Portela:

“Eu fico muito feliz e honrado com essa referência. Na verdade, o enredo tratava de rios do mundo, tinha esse samba, de repente, foi um motivo de inspiração[...]. É uma coisa me honra e eu fiquei muito feliz com isso. Eu continuo dizendo que o mérito é da turma que desfilou, que desenvolveu o enredo e que fez um enredo como pretendia, que era tratar dos rios do mundo. Era o rio Portela e os rios do mundo. Isso que é legal...
Quero parabenizar os meus companheiros. Na verdade, todo mérito desse desfile, essa vitória, eu acho que tem que ser creditada a pessoas como Monarco, Velha Guarda, como essa turma que segurou essa barra aí. Todos sabem que esses anos todos que a Portela vem lutando pra reconquistar o espaço. Isso que aconteceu hoje foi uma vitória. Eu estou muito feliz”.

E para a festa ficar completa em Osvaldo Cruz, Madureira e adjacências, o G.R.E.S. Império Serrano foi o grande vencedor da série A, , com o enredo "Meu quintal é maior do que o mundo", uma bela homenagem ao poeta pantaneiro Manoel de Barros, subindo para desfilar no Grupo Especial no ano que vem.

Salve Osvaldo Cruz, Madureira e a Serrinha.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Ouça a nova música do Quiet Riot



"The Seeker" integra o vindouro álbum "Road Rage", que chegará no dia 21 de abril próximo, marcando a estreia de Seann Nicols no vocal da banda.

OUÇA AQUI

Obrigado Collectors Room!



Hoje pela manhã me deparei com a informação dada pelo jornalista Ricardo Seelig em seu Twitter de que sua página Collectors Room entrará novamente em hiato.

Lamento muitíssimo.

A Collectors Room com seu estilo inovador e de extrema clareza, me influeciara sobre maneira no lidar com a informação e divulgação do mundo musical.

Seelig com sua Collectors me apresentou o conceito de "Música além do óbvio", enfatizando sempre mais a qualidade do se posta ao invés da quantidades de posts.

A partir daí me inspirei a não somente reportar notícias prontas em série, como também a deixar meus pitacos dentro delas e sobretudo a escrever textos inteiros com minhas opiniões pessoais sobre discos, shows, curiosidades e diversos acontecimentos musicais.

Portanto para mim a Collectors Room me deixa um ótimo legado e um sentimento de gratidão por ter me ensinado bastante e também por incluir textos meus, aqui da CF em sua grade.

Valeu!!! Volte logo Collectors!!!

Leia abaixo o último texto sobre música publicado na Collectors Room por Ricardo Seelig. Um texto que se afina perfeitamente com o lema deste blog - "Música é assunto para a vida toda". 


"O Rock, a música e a vida" por Ricardo Seelig.

Em 13 de julho será comemorado mais um Dia Mundial do Rock, data criada na década de 1980 em homenagem ao Band Aid, iniciativa idealizada pelo músico Bob Geldolf e que reuniu diversos grandes nomes do rock inglês no single beneficente “Do They Know It’s Christmas?”, lançado em 1984 e o precursor das reuniões de artistas em prol de uma causa - o USA for Africa e seu “We Are the World” chegaram às lojas um ano depois, em 1985.

Inspirado pela data, olhei para o passado e mergulhei fundo na memória buscando lembranças, experiências e momentos que explicam a minha relação com o rock. E fazendo esse exercício consegui pinçar aquelas que foram as bandas e artistas mais importantes na minha imersão seguida de paixão à primeira vista e convertida, rápida e definitivamente, em amor para toda a vida.

O relato a seguir não possui nenhum valor científico, tampouco busca ser minimamente definitivo, afinal, como você bem sabe, música é algo subjetivo, que está ligado intimamente à memória afetiva e às experiências de cada um. Pra mim foi assim, mas para você, tenho certeza, foi ou será diferente.

Quando era adolescente, eu só ouvia heavy metal. Aí conheci os Beatles e percebi que havia muito mais além daquele mundo cercado por peso e camisetas pretas. John, Paul, George e Ringo me apresentaram um novo mundo, onde não havia limites entre gêneros e estilos. Assim, ainda em choque, bati de frente com o Led Zeppelin e os poucos preconceitos que ainda tentava conservar com afinco caíram por terra e nunca mais voltaram a ver a luz do dia. A banda era tão intensa, tão forte, que durante anos e ainda hoje, ao escutar seus discos, sinto um pontapé violento no peito. Sensação semelhante a que me foi proporcionada ao ouvir pela primeira vez o Black Sabbath ainda com o rosto cheio de espinhas, e ficar fascinado por aquele mundo construído por riffs contagiantes e por uma voz desafinada, mas cheia de carisma. Se o heavy metal continua fazendo parte dos meus dias no alto dos meus mais de 40 anos, eis aí os culpados.

Então, como um sopro de renovação e uma cachoeira multi-colorida, mergulhei no oceano sem fundo do Pink Floyd, entrando em transe e liberando doses maciças de dopamina a cada audição. Bem estar que foi intensificado ao conhecer, meio sem querer mas sem querer abrir mão desde então, o rock de cabaré movido a piano e exageros de Freedie Mercury e o Queen. Quem nunca se emocionou ao ouvir “Bohemian Rhapsody” jamais experimentou o poder inebriante da música.

Força essa responsável não apenas por manter os Rolling Stones na estrada desde o início dos tempos, como também o combustível que queima e mantém aceso infinitamente o apelo cativante das canções destes ingleses há séculos. Experimente mostrar “Satisfaction” para uma criança e você verá. Jagger e Richards deram ao mundo a mais perfeita definição do rock and roll, ainda que os irmãos Young e seu AC/DC há tempos dividam o posto e são merecedores da mesma definição que acabei de atribuir a Mick e Keith.

Mas, sem aviso e de surpresa, Eric Patrick Clapton repentinamente revelou que as seis cordas da guitarra poderiam fazer surgir sons impossíveis, característica que seu fã, um jovem negro norte-americano chamado James Marshall Hendrix, levou muito além, colocando o mundo aos seus pés com experimentos e um talento único e jamais visto desde então.

E tudo não estaria completo sem uma viagem pelas estradas norte-americanas, partindo da Califórnia e chegando na Flórida, mais precisamente à pequena Jacksonville, terra natal de uma das mais emblemáticas bandas e do mais impressionante trio de guitarras já visto nesse e em todos os outros mundos. É claro que estou falando do Lynyrd Skynyrd e suas imortais criações como “Free Bird”, “Simple Man”, “Sweet Home Alabama” e “That Smell”.

E no caminho, parando para comer algo e beber a sempre bem-vinda cerveja gelada, cruzamentos marcantes com gênios como Elton John, David Bowie, Bob Dylan, Chuck Berry, Elvis Presley e Neil Young, além de diversão infinita com nomes que fazem parte da minha, da sua e da vida do inconsciente coletivo como The Who, The Doors, The Byrds, Creedence Clearwater Revival, Allman Brothers, Deep Purple, Eagles e mais um monte de gente boa.

Sem aviso e sempre refrescantes, os desvios e atalhos que surgiram pelo caminho me levaram para outros universos que hoje soam indispensáveis e complementares uns aos outros, como o jazz de um certo Miles, o blues certeiro do amigo Muddy, o funk de Herbie e o soul de Sam, Otis, Wilson e Aretha.

O bom disso tudo é que a estrada está longe, bem longe, de terminar. Há apenas um belo e longo horizonte à frente, me levando em alguns momentos para o futuro, em outros para o passado, mas sempre naquela que parece não apenas a direção certa, mas a sonoridade que a minha vida e o meu espírito precisam ouvir naquele período.

Por tudo isso e mais um pouco, a música é a companhia constante, a amiga presente, a conselheira experiente, a amante insaciável, o beijo arrebatador e o colo reconfortante. Sem ela os dias ficariam sem graça e o mundo não faria sentido.

Em apenas uma frase, tudo e nada além: MÚSICA É VIDA.

Lady Gaga substituirá Beyoncé no Coachella



Lady Gaga será a headliner do Coachella no lugar de Beyoncé. A cantora confirmou a apresentação com um post no Instagram de uma versão atualizada do pôster no festival e a legenda “Vamos festejar no deserto!”

Beyoncé, que está grávida de gêmeos, decidiu deixar o line-up do festival para “seguir o conselho dos médicos de que ela deverá manter uma rotina menos pesada nos próximos meses". No entanto, ela pretende ser a headliner do Coachella em 2018.

Gaga vai substituir Beyoncé no dia 15 e 22 de abril no Empire Polo Grounds na cidade de Indio, no estado norte-americano da Califórnia. Segundo a Billboard, os organizadores do Coachella fizeram questão de que fosse uma artista mulher que substituísse Beyoncé. Agora, Gaga será a primeira mulher a ser headliner do evento desde Björk em 2007. Os outros headliners incluem Radiohead e Kendrick Lamar.

Gaga lançou o mais recente disco, Joanne, em outubro e recentemente se apresentou no intervalo do Super Bowl. A cantora passará pelo Brasil em setembro, no Rock in Rio.

Já Beyoncé anunciou que ela e o marido Jay Z estão esperando gêmeos no dia 1º de fevereiro. Semanas depois, ela apareceu no Grammy, onde apresentou duas músicas do Lemonade e faturou os prêmios de Melhor Videoclipe, por “Formation”, e Melhor Álbum Urbano Contemporâneo.

Há 35 anos entrava no ar a Rádio "Maldita"



Na imagem vocês podem ver o selo "Aprovado pela Fluminense FM no LP "Alchemy", registro ao vivo lançado pelo Dire Straits em 1984, hoje uma relíquia, não só pela qualidade sonora do disco mas muito também pela recordação de uma rádio histórica, que tive o prazer de ouvir no ar.

Abaixo o texto de seu fundador:

Foi há 35 anos. Às seis horas da manhã de 1º de março de 1982 entrava no ar uma rebelião radiofônica chamada Fluminense FM, eternizada como Maldita, que fulminou as normas das FMs ditas jovens da época.

Este ano, a Maldita ganha uma inédita homenagem nas TVs por assinatura e dois longas-metragens. A partir desta madrugada, a rede de áudio Sound, do Sistema Globo de Rádio, veicula o canal A Onda Maldita, com mais de mil músicas que selecionei das fases 1982-1985 e 1990 da rádio, fases em que estive na direção da emissora. O canal Onda Maldita estará, por 15 dias, na Net (canal 300), Sky (canal 474), Claro (canal 338) e Oi (canal 926).

A produtora Luz Mágica, de Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, roda este ano o filme “A onda maldita”, uma ficção inspirada em meu livro biográfico sobre a rádio, com roteiro de L.G. Bayão e direção de Tomás Portela. Mais: a cineasta Tetê Mattos lança o documentário “Maldita”, longa que está em fase de finalização.

Nenhuma outra FM foi cultuada por tanto tempo e tanta gente de tantas gerações. O tiro na asa fulminante da Fluminense foi a fala, o texto, o contexto, um quase radioteatro de vanguarda. Lançou a locução feminina em todos os horários, não usava gírias e palavrões (acabar com o estigma de juventude tola), mantinha locução sóbria, sem gritaria. Tudo que era dito no ar tinha texto, produção. Com muito humor.

Em 1982, a abertura política já parecia uma realidade e uma das provas foi a existência da Maldita. Se fosse no auge do AI-5, ela não poderia pôr no ar até notícias censuradas, com o apoio do dono da rádio, o saudoso liberal Dr. Alberto Torres.

Hoje seria mais complicado por causa de uma outra e não menos nefasta ditadura, a do politicamente correto. No dia em que “decretaram” a censura a algumas marchinhas de carnaval, a rádio chamaria uma banda, gravaria versões roqueiras das marchinhas vetadas e tocaria várias vezes por dia, com direito a falas indignadas de João Roberto Kelly. Mais: faria uma maratona de shows do tipo “Viva a Cabeleira do Zezé” com seu concubino, o Circo Voador.

Nestes tempos cinzentos, chatos e caretas como calça de tergal, impossível manter no ar o personagem Jarbas Falópio e seu programa “Palavras voam ao crepúsculo”. Reacionário, moralista, precursor do politicamente correto, em sua pregação diária Falópio disparava coisas do gênero: “Cuidado, Paula Toller, Toller, Toller (eco). Roqueiro é tudo bêbado e drogado ado, ado, ado (eco). Largue essa laia, Paula, la, la, la (eco). Um dia desses, contemplando em prantos a foto de Hitler, papai, mamãe e vovó na mesinha de cabeceira, me veio a luz. Mick Jagger finge que é viado só pra comer todo mundo, inclusive você Paula Toller, Toller, Toller (eco).”

E as músicas? O politicamente correto deixaria a Maldita tocar “Rock das Aranhas” de Raul Seixas, numa boa? (“Eu vi duas mulher/ Botando aranha prá brigar.../ Duas aranha /Vem cá mulher deixa de manha/ Minha cobra/ Quer comer sua aranha....”) A polícia deixou, mas o politicamente correto é menos liberal.

Mesmo fora do ar, a Fluminense FM continua sendo transmitida de boca em boca, já que até hoje a sua lacuna audaciosa, inteligente e engraçada não foi preenchida. Isso é que não dá para entender.


*Texto de Luiz Antonio Mello, jornalista e fundador da Rádio Fluminense FM

Fonte: O GLOBO

The Pink Floyd Exhibition: Their Mortal Remains - 20 semanas em cartaz



A vindoura exposição floydiana que se iniciará no dia 13 de maio próximo no Victoria And Albert Museum, de Londres, ficará lá em cartaz pelas próximas 20 semanas, até o dia 1º de outubro.

O evento será uma verdadeira antologia do grupo, desde seu início, em 1965, através de imagens e objetos selecionados pelos próprios integrantes do grupo.

Um ótimo motivo para se visitar a capital bretã.