sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Nova música do Mastodon



"Show Yourself integra o vindouro álbum "Emperor of Sand", a ser lançado no dia 31 de março próximo.

The Who no Brasil



Segundo o jornalísta Norberto Flesch, do jornal Destak, a clássica banda bretã se apresentará por aqui em setembro, no Rio, São Paulo e provavelmente em Porto Alegre além de shows na Argentina e Chile.

Especula-se que um desses shows possa ser no Rock in Rio.

Aguardemos!

Robby Krieger lança compilação trazendo suas participações em parcerias



O guitarrista do grupo The Doors lançará no dia 17 de fevereiro próximo, "In Session", um novo trabalho reunindo várias de suas participações em trabalhos feitos com outros musicistas.

Eis o tracklist:

01. Across The Universe feat. Jackson Browne
02. Hypernova feat. Nik Turner (Inner Space Mix)
03. Empty Spaces feat. Billy Sherwood
04. Where We Belong (Prism Mix) feat. Tony Kaye
05. Don’t Leave Me Now feat. Tommy Shaw
06. Brain Damage feat. Geoff Downes
07. School feat. Rod Argent
08. Deep Down feat. William Shatner
09. Little Drummer Boy
10. All You Need Is Love feat. John Wetton
11. Back Door Man (Live – Bonus Track)

"Theater of Dimensions" - Xandria



Considerando de antemão o fato de um ouvinte de música se afinar com o segmento Symphonic Metal se dever ao mesmo admirar simultaneamente o peso e por vezes celeridade combinados com a elaboração, o erudito e sequências harmônico-orquestradas, regadas a corais lírico-gregorianos e tudo isso com uma bella primadonna nos microfones.
Dito isso, os fãs do estilo e em particular da banda germânica Xandria devem ter ótimos motivos para estarem adorando o mais recente lançamento do grupo, o álbum "Theater of Dimensions", que chegou no último dia 27 de janeiro.
Este é o segundo trabalho com a bela frontwoman Dianne van Giersbergen, que substituíra Manuella Kraller em 2013.
Depois de uns tempos gravando algumas águas com açúcar, até o disco "Salomé - The Seventh Veil"(2010), a banda vem num movimento de melhor elaboração e "sinfonização", acrescidas de bom peso.
Foi assim em "Neverworld's End (2012), despedida de Kraller, e na estreia de Giersbergen no álbum "Sacrificium" (2014).
Agora com "Theater of Dimensions" não foi diferente, ao contrário.
Trata-se de um belo trabalho, bem produzido tudo com muito bom gosto. Os corais estão perfeitamente encaixados nas canções, postados no tempo apropriado juntamente com a voz de Dianne, que neste álbum está impecável, tanto em seu lirismo como em momentos um pouco mais rasgados.
As faixas "Where The Heart Is Home" e "Death To The Holy" que abre o o disco já ilustram o que fora dito acima, com direito à pancadas elaboradas, bons solos de guitarra, naipe de violões e muita harmônica.
Seguindo a audição, "Forsaken Love" suaviza um pouco ouvido do ouvinte com uma pegada mais melódica e tenra.
A quarta faixa, "Call Of Destiny", é possívelmente a melhor do trabalho, ao menos dentre as mais curtas, tendo sido lançada previamente como single e videoclipe. Música linda, com Dianne dando show de interpretação junto aos corais.
"We Are Murderers (We All)" foi a primeira canção a ser mostrada via lyric vídeo, e a escolha não foi à toa. Ela daria perfeitamente o tom do que deveríamos esperar do álbum.
O disco segue, alternando ótimas canções, com bom peso, outras nem tanto (mas nunca água com açúcar), incluindo á ótima instrumental "Céilí" (muito mais que o simples interlúdio), até chegar na última, a faixa título, grande no tamanho e na qualidade, 14 minutos de um som bem trabalhado, escrito e produzido, alternando várias cadências, um prato cheio para quem gosta de som elaborado.
A versão deluxe traz cinco canções no formato acústico.
Concluindo, o Xandria nos entregou um grande disco de symphonic metal, num momento de imensa maturidade e felicidade deles, mostrando que estão entre as melhores bandas deste nicho.

Ouça no link: https://open.spotify.com/album/432VD29MJxivB1Nuav6d8r


Guitarrista do Therion se aposentará dos palcos



O líder da banda sueca Therion, o guitarrista Christofer Johnson, revelou que devido a um recente diagnóstico de hérnia de disco, não deverá mais se apresentar ao vivo, o que faz com que a iminente apresentação da banda no cruzeiro 70000 Tons of Metal, deva ser a derradeira.

“Estava dormindo cada vez pior, nem a cama podia usar, tinha que deitar no sofá. Não conseguia tocar guitarra por meia música sem sentir dor. Estou com dois discos destruídos à altura do pescoço, pelo excesso de headbanging e passar muito tempo sentado em frente ao computador. Dependendo do que acontecer daqui para a frente, pode ser que os shows no cruzeiro sejam os últimos da minha carreira. A recuperação de uma possível cirurgia é dolorosa e pode levar em torno de meio ano”, disse o próprio.

Após longo hiato, vindouro álbum do Procol Harum quebrará o jejum



Sem lançar um álbum de inéditas desde 2003, o grupo sessentista Procol Harum lançará no dia 21 de abril próximo o álbum “Novum”.

Eis o tracklist:

01. I Told On You
02. Last Chance Motel
03. Image Of The Beast
04. Soldier
05. Don’t Get Caught
06. Neighbour
07. Sunday Morning
08. Businessman
09. Can’t Say That
10. The Only One
11. Somewhen

Vindouro álbum de Bob Dylan será triplo, o primeiro da carreira



Trazendo trinta versões de standards , clássicos do jazz norte-americano, "Triplicate", o primeiro álbum triplo do mestre Dylan chegará em 31 de março próximo.
Cada disco trará dez canções dividas em três grupos: ’"Til the Sun Goes Down", "Devil Dolls" e "Comin’ Home Late".

Ouça uma prévia, a canção “I Could Have Told You” no link: www.youtube.com/embed/BJdKQ92-H_c



Os 40 anos de Pink Floyd “Animals”


Ao chegar da segunda metade da década de 70 começava a pairar na atmosfera bretã o ar crescente do punk. O movimento que vomitava protestos contra o sistema sócio-governamental, tinha como ícone-mor a banda Sex Pistols, capitaneada pelo vocalista John Lydon, o Johnny Rotten.
Este chegou a ostentar a frase “I hate Pink Floyd” (“Eu odeio Pink Floyd”), impactante numa época em que o rock progressivo esbarrava nos seus próprios gigantismo, enquanto o movimento nascente pregava a simplicidade e música direta ao ponto, apesar de passados trinta anos, o mesmo Lydon declarara que a frase não teria passado de uma grande piada e que “Você precisaria ser muito estúpido para odiá-los. Eles fizeram coisas grandes”.
De fato o rock progressivo notorizou-se pela sofisticação, elaboração e arte ousada e o Pink Floyd não só trazia tudo isso, bem como o trazia num patamar bem acima de outros grupos, especialmente no absoluto sucesso, o álbum “The Dark Side Of The Moon”(1973), um dos maiores sucessos fonográficos de todos os tempos e seu sucessor, o disco “Wish You Were Here”(1975), que apesar de não ter sido tão arrebatador quanto o anterior, manteve a banda inglesa num elevado padrão de excelência.
Neste contexto, em 23 de janeiro no Reino Unido e 12 de fevereiro de 1977 na América, chegou às lojas o álbum “Animals”, gravado entre abril e novembro do ano anterior no Britannia Row, estúdio localizado num prédio de três andares de Londres, comprado pelo grupo. O trabalho tem sua produção artística amplamente dominada por Roger Waters, aqui já praticamente se levantando como um “dono” da banda, minando ao máximo as contribuições de David Gilmour e Richard Wright nas composições, tendo este último ficado de fora dos créditos pela primeira vez desde a estreia do grupo.
Embora sonoramente soasse totalmente diferente do som do punk rock, “Animals” tinha uma temática em comum, na qual Waters através de uma feliz analogia com o best seller de George Orwell, “Animal Farm” (A Revolução dos Bichos), estabeleceu um tripé de músicas onde associava cada animal a um tipo de ser humano da sociedade, onde os porcos seriam os políticos corruptos, os cães, a autoridade repressora e os carneiros sendo todos aqueles que passivamente aceitam tudo o que lhes impõem.
Sagaz que sempre foi, Roger Waters aproveitou o conceito de “Animals” para cutucar pontualmente certas personalidades tais como a ativista bretânica Mary Whitehouse, que pregava a política da sociedade passiva ao sistema. Tal referência encontra-se na canção “Pigs (Three Different Ones), terceira faixa do disco. As duas micro-faixas que abre e fecha o disco, “Pigs on the wing” partes 1 e 2, é uma alusão ao relacionamento denso de Waters com sua então mulher, Carolyne Christie. também “homenageada” na segunda música, a espetacular “Dogs”, única em que o guitarrista David Gilmour aparece em co-autoria e numa magistral performance. Fechando a trinca, a quarta faixa “Sheep”, uma canção forte e bem trabalhada, traz uma paródia do Salmo 23 da Bíblia Sagrada em sua letra, referente aos servos que sempre seguem e acatam seus líderes. Aqui temos um grande momento do tecladista Richard Wright, que mesmo sem estar nada inspirado devido ao clima horroroso que o levou a ser demitido logo em breve, fez um excelente trabalho nas teclas.
A iconica capa de Animals, desenvolvida pela Hipgnosis trouxe a imagem da termelétrica londrina de Battersea ganhando a companhia de um porco inflável de 9 metros, chamado Algie, que se tornaria uma mascote da banda dali em diante, aparecendo constantemente nos shows em estádios. Tal paisagem da capa revela a tamanha densidade do conceito desta obra.
O baterista Nick Mason, também ausente nas composições (seu último crédito foi com no álbum The Dark Side of The Moon) contribuiu aqui com sua caligrafia para a fonte das letras do encarte.
Terceiro disco da sequência de quatro que seria o “Quadrado Mágico” do Pink Floyd, “Animals” estourou na paradas bretã, alcançando nela o segundo posto, enquanto que do outro lado do Atlântico, cravou o terceiro lugar na parada americana.
Considero aqui o marco da fase cítrico-magoada do Pink Floyd, a fase wateriana dominante, que chegaria ao seu topo no álbum seguinte, a ópera rock “The Wall” tendo seu corte final a seguir com o epitáfio floydiano de Roger Waters, “The Final Cut”.

Pink Floyd “Animals”

Faixas:

1 – “Pigs on the Wing” part 1
2 – “Dogs”
3 – Pigs (Three Different Ones)
4 – Sheep
5 – “Pigs on the Wing” part 2.

Ouçam aqui: https://open.spotify.com/user/masterslate/playlist/6liQ96N6FpzSgUfpm1YVUS