sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Liam Gallagher: Assista ao novo clipe “Come Back To Me”

A canção integra o novo álbum do ex-vocalista do Oasis, “As You Were”, que chegou no dia 6 de outubro último.

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Tracklist:

1. "Wall Of Glass"
2. "Bold"
3. "Greedy Soul"
4. "Paper Crown"
5. "For What It’s Worth"
6. "When I’m In Need"
7. "You Better Run"
8. "I Get By"
9. "Chinatown"
10. "Come Back To Me"
11. "Universal Gleam"
12. "I’ve All I Need"


Chunga’s Revenge compõe a iluminada fase transitória de Frank Zappa


Falar de Frank Zappa é trazer à mente o nome de um dos artistas mais importantes do século 20 e, porque não, da história da música universal. E isso não é nenhum exagero! Sua morte, em 1993, deixou uma lacuna irreparável na música.

Durante seu percurso como músico, acumulou habilidades fenomenais através de sólida formação musical. Quando em 1964 resolveu assumir o posto de guitarrista no grupo The Soul Giants (o embrião dos Mothers of Invention), já era de fato um músico completo, tocando com aptidão vários instrumentos. Compositor, cantor, multiinstrumentista, arranjador, maestro, se tornou um monstro da música, uma fábrica reprodutora dos bons sons!

Enquanto esteve no planeta Terra, Zappa construiu uma obra fenomenal e singular, tanto no que diz respeito ao aproveitamento de diversos estilos musicais, como pela imensa quantidade de discos lançados em sua carreira. De personalidade multivanguardista, trafegou com extrema competência e desenvoltura por inúmeras vertentes musicais: música erudita, concreta ou experimental, free jazz, jazz rock, doo-wop, rock and roll, r&b, blues, rockabilly, rock progressivo, hard rock e tudo do que de melhor a música pudesse abrigar.

Com seu humor corrosivo e desconcertante, era do tipo politicamente incorreto e se tornou um dos maiores críticos da sociedade moderna. Sua língua ferina cuspia ironias e sarcasmos em profusão, atingindo a tudo e a todos sem distinção: o “american way of life”, a classe média americana, as seitas religiosas, o comércio do sexo, o excessivo poder dos meios de comunicação, o sistema educacional americano, os reacionários da direita, a esquerda, os bêbados, drogados, hippies, punks, roqueiros, católicos, judeus, evangélicos, políticos, homossexuais, playboy … ufa! Era um iconoclasta irreparável.

Sua música era complexa e de difícil assimilação, com muitas quebras de andamento e arranjos de outra dimensão. Extremamente exigente e perfeccionista, Zappa sempre buscou em sua obra uma sonoridade rica e irrepreensível, requerendo destreza e técnica apuradas por parte de seus músicos. Por isso mesmo, esteve continuadamente cercado por colaboradores de absoluta e inegável competência.
Captain Beefheart, Jean-Luc Ponty, Shuggie Otis, Lowell George, Roy Estrada, Elliot Ingber, Ray Collins, Don ‘Sugarcane’ Harris, Ian e Ruth Underwood, George Duke, Ansley Dunbar, Ernie Watts, Max Bennett, Jack Bruce, Napoleon Murphy Brock, Tom e Bruce Fowler, Johnny “Guitar” Watson, Terry Bozzio, Adrian Belew, Warren Cucurullo, Ike Willis, Vinnie Colaiuta, Ray White, Steve Vai, Bobby Martin, Scott Thunes, Chad Wackerman, Tommy Mars, Ed Mann e Mike Keneally são só alguns nomes entre tantos não menos excepcionais que tocaram com ele.

"Chunga’s Revenge" – lançado em 1970 é um incrível álbum de transição na carreira de Mr Zappa, que, embora não conste entre os mais “importantes” de sua prolífica discografia, é um indicador do que viria a seguir... e também um dos mais indicados pra quem quer começar a entender o universo musical de Zappa, geralmente estando entre os preferidos do público mais centrado no rock clássico e blues.

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"Transylvania Boogie" e "Twenty Small Cigars" certamente sempre estarão entre suas mais notáveis criações, demonstrações da extensão musical do maestro que mescla referências orientais, jazzísticas e clássicas dentro de uma estrutura blues e rock´n roll – confundindo os incautos (rs) e expandindo a cena musical de seu tempo.

"The Nancy & Mary Music" e "Chunga's Revenge" reforçam a ênfase do disco nos magníficos solos de guitarra, em um clima de improvisações aparentemente capturadas ao vivo, com destaques também para os vocais de Duke e os solos do saxofone wah-wah de Ian Underwood.

"Road Ladies" (uma pérola blues-rock), "Tell Me You Love Me" (um típico 60´s american pop rock), "Would You Go All The Way?" e "Rudy Wants To Buy Yez A Drink" (extremamente cômica) destoam da complexidade habitual da obra de Zappa mas fazem da audição completa deste álbum uma experiência agradável e, como dito, indicada para “iniciantes”.

Digamos que não seja um clássico absoluto dentro da discografia de FZ...
mas que é um clássico, é... quem se habilita a dizer que não?

Pelo confrade Marcos Filho.

Por Desire, Bob Dylan já mereceria um "Nobel"


Embora tenha se consagrado definitivamente na música ocidental já nos anos 60, não são poucos os que consideram os álbuns lançados por Dylan nos anos 70 superiores aos que editou na década anterior: mais maduro e ciente da sua importância, Dylan mostrava novas facetas ao público, como se vê neste "Desire", que ora comentamos: um álbum incrível do começo ao fim.

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Em "Hurricane" Dylan traz a vida de Rubin Carter - após este lhe mandar uma cópia de sua autobiografia que escrevera na prisão, "The Sixteenth Round": "ao ler o livro de Rubin, percebi que éramos irmãos, espiritualmente falando. Ele é um homem brilhante e um dos mais honestos e profundos que conheci. É um cidadão perfeito e eu o amo como a um irmão. Não foi justo que aconteceu com ele e precisa ser solto."

A causa de Carter havia gerado a The Hurricane Trust Found e Dylan, mesmo não sendo uma das celebridades que a ajudavam, deu muita credibilidade ao escrever a canção, além de fazer um concerto no Madison Square Garden, que tocou com várias presenças ilustres, sendo o legendário boxeador Muhammad Ali, uma delas. Em um dos momentos mais emocionantes, ligaram para a prisão onde Carter estava, que emocionado agradeceu o esforço. Os dois se encontraram pessoalmente no dia 5 de dezembro de 1975 na prisão Clinton State, onde fez um concerto, com Rubin subindo ao palco.

"Hurricane" é uma das canções mais longas já escritas por Dylan, uma história de quase seis páginas e teve que ser reescrita por pressão dos advogados da Columbia Records que temiam processos de Alfred Bello e Arthur Dexter Bradley, que eram acusados por Dylan de "sumirem com os corpos", crime, do qual, não foram sequer julgados. Mas "Hurricane", rendeu a ele um processo da ex-garçonete Patty Valentine, que não gostou nada de ver seu nome usado sem autorização.

Além de "Hurricane", o disco trazia outros momentos inesquecíveis. "Isis" fala de uma jovem que casa antes mesmo de aprender os valores da lealdade. "Mozambique" nasceu de uma brincadeira entre Dylan e Levy que queriam ver quantas palavras com a terminação "ique" conheciam.

"One More Cup of Coffee" traz um dueto com a cantora country Emmylou Harris, que na mesma época cantou no Last Waltz (o show de despedida do The Band) a igualmente bela “Evangeline”. "Oh, Sister", novamente cantada com Emmylou se tornou um dos momentos principais dos shows, em que fala da fragilidade do amor.

"Joey" rendeu outra polêmica, pois era uma homenagem ao gangster Joey Gallo, morto em 1972, aos 43 anos. Para Dylan, Gallo era um homem com princípios, que se recusava a matar inocentes, era amigo dos negros e um homem que protegeu seus familiares quando levaram tiros em um restaurante.

O disco fecha com uma balada dirigida à ex-esposa Shirley Marlin Noznisky, conhecida como Sara Dylan: "Sara". Ela já havia sido tema de uma linda e pungente canção de amor em "Blonde on Blonde" ("Sad Eyed Lady of the Lowlands"). O divórcio fora retratado no primoroso disco "Blood on the Tracks".

Ao ser lançado, "Desire" recebeu aprovação unânime da crítica e foi para o topo da parada norte-americana. Em 2003, o disco foi incluído na lista da revista Rolling Stone no nº 174 dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos.

Fonte: MOFO